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Conjuntivite: Como cortinas fechadas

30 Maio, 2009 0

O grande problema associado à conjuntivite infecciosa, é que se trata de uma doença altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode contagiar outras durante uma a duas semanas após os primeiros sintomas, o que explica que a conjuntivite se espalhe nas creches e infantários e que uma criança doente deva ficar em casa até não haver risco de contágio.

As mãos são o principal veículo da infecção, o mesmo acontecendo com a partilha de objectos pessoais, da toalha à almofada, das lentes de contacto aos colírios, passando pelos cosméticos. Daí que a prevenção passe pelo uso individual destes objectos e por uma boa higiene das mãos, evitando levá-las aos olhos.

 

Creches de risco

As creches e os infantários são locais de risco no que toca à conjuntivite. E isto porque são locais de grande concentração de crianças, que têm mais dificuldade em evitar os gestos que facilitam o contágio.

É que as crianças brincam muito próximas uma das outras, o contacto físico é uma constante e a partilha de brinquedos e outros objectos uma prática natural. Além disso, levam com frequência as mãos aos olhos, esfregando-os (o que não admira, pois a conjuntivite causa muita comichão).

Quando a infecção está localizada num olho facilmente passa para o outro. E com a mesma facilidade passa para os olhos de um ou mais companheiros de brincadeiras. Daí a importância de a criança ficar em casa até estar completamente livre de infecção.

 

Colírios, modo de uso

O tratamento da conjuntivite passa, quase sempre, pela aplicação de pomadas ou beneficiando também dos colírios e do soro fisiológico. São de aplicação simples, mas, em nome da prevenção, importa adoptar alguns cuidados:

• Lavar bem as mãos, antes de aplicar;

• Deixar cair uma gota na zona afectada e apenas uma de cada vez;

• Fechar os olhos por dois minutos para que o produto se espalhe;

• Não tocar no olho com os dedos ou com o aplicador do frasco ou da bisnaga do medicamento;

• Lavar as mãos após cada aplicação;

• Manter as embalagens bem fechadas e ao abrigo da luz;

• Não guardar o medicamento uma vez findo o tratamento.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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