Comedore(a)s compulsivo(a)s
São mais as mulheres que os homens que sofrem de transtornos alimentares. Tal deve-se aos padrões de beleza actuais, que rejeitam a obesidade da mulher ao mesmo tempo que fazem o elogio da magreza e dos corpos esbeltos.
Tudo começou quando desapareceram os espartilhos usados durante séculos e o corpo feminino emergiu sob o vestuário, com todas as suas formas. Dá-se uma nova exibição do corpo feminino, reforçada com a entrada da mulher no mundo do desporto. Um cenário que leva a mulher a preocupar-se mais com a sua estética, já que deixou de ter o instrumento que lhe definia os contornos, mais ou menos iguais para todas. A essa preocupação junta-se o facto de passar a ser alvo da crítica social, já que objecto dos olhares como nunca.
Nos anos 50, o modelo de beleza não é propriamente o de uma mulher magra mas de uma mulher cheia de curvas, embora não gorda.
Uma década depois, este conceito evolui – e para estar na moda as mulheres tinham de adelgaçar-se, perder as curvas e mostrar um corpo esbelto mas afilado.
Exemplos que se tornaram perigosos para as adolescentes, desejosas de ter um corpo de “top model” e irritadas por não o terem.
Para se ser aceite é preciso ser magra e é este conceito que passa a ditar a relação das jovens com a comida. Por isso aos 15 anos as raparigas fazem dieta, irritam-se quando alguém lhes diz que estão óptimas, respondem que são gordíssimas. Sentem-se assim.
E estão a um passo de enveredar por um esforço ímpar para serem tão magras como gostariam. A um passo de um sacrifício com um preço demasiado elevado.
A frequência é menor nos homens, apesar de estes distrúrbios não serem exclusivo do sexo feminino.
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