Cirurgia Estética do Esqueleto Facial
A minha cara vai ficar diferente?
As modificações fisionómicas programadas devem corresponder aos desejos do doente. Para quem não está envolvido no tratamento é evidente que o que mais impressiona são a alterações faciais passíveis de atingir. Isto acontece nos doentes com défices estéticos marcados.
E depois da cirurgia, padece-se muito?
Depois da cirurgia o doente não estará entubado, poderá falar e a mandíbula estará livre para mover-se. Algumas horas depois poderá alimentar-se. O edema facial será moderado e a medicação será administrada por via intravenosa. Esta medicação terá em vista controlar o edema, prevenir dores e infecções e o reposicionamento hidroelectrolítico.
Quanto tempo até ficar “visível”?
O tempo médio de internamento é de 24 horas. Após a alta hospitalar poderá alimentar-se convenientemente, recorrendo a uma dieta líquida durante dois dias, e mole até ao fim da segunda semana. Em condições normais poderá voltar à actividade profissional em 10-12 dias.
As anomalias de crescimento são sempre evidentes?
Não, a existência de uma deficiência no crescimento da face nem sempre implica uma anomalia aparente. É curioso constatar que os deficits de crescimento, excepto quando exagerados (micrognatismos), não são habitualmente reconhecidos ou são bem tolerados. É comum que o recuo da mandíbula não seja notado durante a infância e a adolescência.
Estes deficits de crescimento da mandíbula são, quase sempre, interpretados pelos pais como excessos de crescimento do maxilar superior, subvertendo por completo a realidade. Pior, é que muitos dentistas também fazem a mesma confusão, aplicando aparelhos e extraindo dentes no maxilar que nada tem de anormal, o superior.
Estes tratamentos, não só alteram a harmonia facial com aparecimento prematuros de sinais de envelhecimento facial – flacidez, enrugamento, linhas de marioneta e papada, como contribuem para o aparecimento de distúrbios associados ao sono – roncopatia e apneia obstrutiva do sono.
É frequente a preocupação das senhoras pelo aparecimento da “papada”, redundância dos tecidos moles, na região submentoniana. Muitas procuram na lipoaspiração a solução, outras no “lifting” cervico-facial. Ambas as soluções são inadequadas em presença de um recuo mandibular ou mentoniano. O tratamento adequado passará sempre pelo reposicionamento anterior da mandíbula ou do mento, associado ou não à lipoaspiração ou ao “lifting”.
Uma cirurgia facial bem sucedida é o resultado de um bom entendimento entre o doente e o seu cirurgião. Nas consultas prévias à cirurgia desenvolver-se-á a confiança, baseada em expectativas realísticas e no reconhecimento da exigente perícia da equipa cirúrgica.
Dr. Matos da Fonseca – Cirurgião Maxilofacial.
Responsável pela área de Cirurgia Maxilofacial da Clínica Unimed Cascais.

