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Cancro: Prevenir é o melhor remédio

2 Julho, 2013 0

 

Das primeiras mutaç ões ao cancro

Desde as primeiras mutações celulares ao surgimento de sintomas de cancro, não há um período de tempo igual para todas as pessoas.

É mais rápido numa criança, podendo levar apenas meses, do que num adulto, em que se pode prolongar por vários anos. O que é idêntico é o processo de desenvolvimento do tumor. São quatro fases, a primeira das quais – indução – corresponde precisamente à multiplicação descontrolada das células. Na segunda fase – “in situ” – já há uma lesão no tecido mas ainda não há sintomas.

E assim pode continuar durante vários anos, até que, na terceira fase, ocorre a invasão dos tecidos ou órgãos mais próximos, com aparecimento dos sintomas. Finalmente, a doença dissemina-se, com lesões a surgirem noutras partes do corpo – são as chamadas metástases.

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A importância da detecção precoce

O mecanismo de desenvolvimento do cancro é conhecido, mas não se sabe ainda como evitar todos os tipos de cancro. Daí que a prevenção e a detecção precoce sejam essenciais: é que quanto mais cedo o cancro for identificado, mais cedo se começa o tratamento e maiores são as probabilidades de cura e sobrevida.

O diagnóstico envolve um conjunto de exames médicos – desde análises ao sangue e a outros líquidos corporais, passando por técnicas de imagem como as radiografias e as ecografias. Uma biopsia – isto é, a recolha de uma amostra de tecido para análise – conclui o processo, servindo para confirmação da malignidade do tumor. É este exame que permite conhecer o grau de alteração das células e, a partir daí, ajuda a definir o tratamento mais adequado.

Radioterapia, quimioterapia e cirurgia constituem os eixos principais do tratamento. A radioterapia consiste na utilização de radiação sobre a zona da lesão, de modo a controlar o crescimento do tumor. A quimioterapia implica a administração de medicamentos por via injectável, oral ou outras, medicamentos esses que, em contacto com as células cancerígenas, as destroem. Contudo, como circulam por todo o organismo, também atacam células sãs, o que dá origem a efeitos secundários como vómitos, diarreia, náuseas, alterações cutâneas e a queda de cabelo. Por sua vez, a cirurgia passa pela remoção do tumor e dos tecidos envolventes.

 

Prevenir é a melhor arma

A investigação científica tem permitido tratamentos cada vez mais eficazes. Contudo, a melhor arma continua a ser a prevenção. E o primeiro passo é a adopção de hábitos de vida saudáveis: não fumar, por exemplo, diminui o risco de um cancro do sistema respiratório. Depois há que investir no rastreio, que permite, por exemplo, detectar o mais precocemente cancros como o da mama – através da mamografia -, do colo do útero – através da citologia ou teste de Papanicolau – e da próstata – através do PSA (análise ao sangue).

A aposta na prevenção tem sido responsável pela diminuição da mortalidade associada ao cancro.

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Há 72 anos na lu ta contra o cancro

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