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Bem comer para bem viver

27 Outubro, 2011 0

Será que somos aquilo que comemos? No que respeita à saúde, a resposta é afirmativa: uma dieta equilibrada ajuda a prevenir doenças e a manter um peso saudável. É meio caminho andado para viver mais e, sobretudo, melhor.

A 16 de Outubro assinala-se o Dia Mundial da Alimentação. Um dia, simbólico, para recordar a importância da alimentação na saúde dos povos e dos indivíduos num mundo claramente dividido entre os que sofrem por escassez de alimentos e os que cometem excessos alimentares.

Nuns e noutros, a saúde é que paga, com a grande diferença de que a fome é involuntária… O desenvolvimento traz consigo um maior acesso a bens e produtos, abrindo caminho ao excesso: no que respeita à alimentação assim é e a consequência é o aumento das doenças em que o abuso de sal, de gorduras e de açúcar é um factor de risco – são doenças como as cardiovasculares, a hipertensão e a diabetes e mesmo alguns tipos de cancro.

E a obesidade, naturalmente. Doenças que uma alimentação equilibrada ajuda a prevenir – e isso significa uma alimentação que fornece todos os nutrientes mas nas devidas proporções, de acordo com o peso relativo que ocupam na chamada roda dos alimentos. Não há alimentos maus, mas apenas alimentos que são prejudiciais quando consumidos em excesso. Todos são, necessários, pois todos os nutrientes cumprem uma função – dos que ajudam ao crescimento aos que contribuem para a reparação dos tecidos, passando pelos que fornecem energia.

Fazer uma alimentação saudável não implica privação, mas sim moderação. O importante é fazer as escolhas certas, sabendo que há algumas regras essenciais:

 

Mais hidratos de carbono complexos

Os hidratos de carbono, como os que são fornecidos pelo pão, cereais, batatas, arroz e massa, deviam constituir o cerne de uma refeição, partilhando este primeiro lugar com as frutas e os vegetais.

Contudo, em torno destes alimentos gravita a ideia de que engordam, o que leva muitas pessoas a reduzir o seu consumo. Na verdade contêm metade das calorias quando comparando com a mesma quantidade de alimentos gordos. O que acontece é que é muito fácil acrescentar gordura aos hidratos de carbono, daí a má fama que têm: uma fatia de pão cheia de manteiga engorda decerto, batatas fritas em óleo também…

Os hidratos de carbono têm ainda a vantagem de serem saciantes, o que significa que após a sua ingestão se fica com a sensação de estar “cheio”, o que ajuda a controlar o apetite. Vale, pois, a pena apostar um pouco mais nestes alimentos. Como? Incluindo na maioria das refeições uma porção generosa de arroz ou massa, por exemplo. Ou preferindo pão de cereais integrais a um bolo. Ou ainda escolhendo para o pequeno-almoço cereais ricos em fibras, e não em açúcar.

E ricos em fibra significa cereais integrais, que ajudam também à regularização do trânsito intestinal e mantendo todos os nutrientes da casca.

[Continua na página seguinte]

Cinco porções de fruta e vegetais

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