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Asma sob controlo

14 Junho, 2011 0

A asma é uma doença que afecta cerca de um milhão de pessoas no nosso país. Apesar de não ser conhecida cura, os doentes podem manter a sua vida normal sem sintomas ou crises inesperadas. Para isso, têm de ser bem diagnosticados, acompanhados por um especialista e aprender a colaborar no tratamento regular da doença. Um estudo recente indica que cerca de 50% dos portugueses não têm a sua asma controlada.

Cerca de 50 por cento dos portugueses não têm a sua asma controlada. A percentagem é preocupante e foi anunciada recentemente. Em 2010, e pela primeira vez em Portugal, foi feito um estudo a toda a população portuguesa sobre a prevalência de asma e de rinite. Este estudo foi realizado por via telefónica a mais de 6000 famílias. “Observámos que a prevalência de asma no último ano é de 6,8% % e que 10,5% das pessoas já sofreram de asma ao longo da vida. Ficamos ainda a conhecer a realidade do controlo da asma em Portugal, verificando-se que 57% dos doentes apresentavam a sua asma controlada, um número muito superior ao verificado em estudos semelhantes a nível internacional”, explica Luís Araújo, imunoalergologista e vice-presidente da Associação Portuguesa de Asmáticos (APA). A partir destes números, defende o especialista, será possível organizar melhor os cuidados de saúde para estes doentes e observar a evolução da asma e da rinite no futuro.

O primeiro passo no tratamento da asma passa por um diagnóstico correcto da doença. “Tal implica que o doente identifique os seus sintomas, e procure ajuda junto do seu médico assistente. A avaliação diagnóstica da situação inclui a história clínica, a realização de provas de função pulmonar e uma avaliação alergológica”, reforça Luís Araújo.

 

Bem tratar para melhor controlar

Embora o tratamento adequado para cada doente dependa das suas características individuais, sendo a asma uma doença inflamatória é quase universal o recurso a anti-inflamatórios corticosteróides por via tópica (ou seja inalados). “Nas doses usuais, estes medicamentos são muito seguros mesmo para um uso prolongado. Aliás, foram para esse uso prolongado que foram desenvolvidos. A par desta terapêutica anti-inflamatória em que se podem incluir também os antileucotrienos, são muitas vezes necessários tratamentos adicionais dirigidos ao alívio dos sintomas e em fase de agravamento como os broncodilatadores inalados”, salienta o imunoalergologista. É muito importante ter uma monitorização objectiva dos resultados da terapêutica seleccionada, de forma a ser ajustada para que o doente tire o maior proveito com a menor quantidade possível de medicamento.

O tratamento da asma não é apenas farmacológico. “A educação dos pais e das crianças e a promoção de um estilo de vida activo e saudável são fundamentais para a qualidade de vida dos doentes com asma. Além disso, a terapêutica para a asma é muito eficaz e praticamente desprovida de efeitos laterais, pelo que pode ser proporcionada uma grande melhoria da qualidade de vida em todos os grupos etários, da idade pré-escolar até aos seniores. Hoje, quase sempre é possível viver com asma sem que estas tenham qualquer interferência na vida dos doentes e sem risco de os vir a prejudicar no futuro.”

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