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Alzheimer: Uma doença que exige cuidadores resistentes

18 Agosto, 2009 0

A doença de Alzheimer pode considerar-se como uma das doenças neurodegenerativas mais frequentes. É uma doença progressiva de causa desconhecida, constituindo a principal causa de demência de indivíduos com mais de 60 anos, embora possa também atingir pessoas mais jovens. A idade e a história familiar da doença predispõe para o seu aparecimento.

A demência traduz-se pela perda gradual das capacidades intelectuais e físicas, manifestada pelo aniquilamento da memória e, depois, de outras funções mentais, vai roubando a autonomia do doente até o tornar completamente dependente.

Os doentes de Alzheimer tornam-se cada vez menos capazes de realizar qualquer tarefa, vivem numa grande confusão, deixam de reconhecer os próprios entes queridos, podem ficar acamados. O curso da doença é, normalmente, de oito a dez anos.

 

Saber preservar o equilíbrio pessoal

É do senso comum que o envelhecimento da população é um fenómeno imparável e que está associado a um número de seniores que sofrem da perda de faculdades, sobretudo devido à demência (atenção, a doença de Alzheimer não faz parte do processo natural de envelhecimento e nem pode ser considerada uma doença mental).

O que outrora se chamava carinho familiar quando o pai ou o avô tinham comportamentos erráticos, hoje, devido às estruturas familiares, requer uma grande disponibilidade de tempo e de afecto, sobretudo quando o doente se torna incapaz de fazer as coisas mais simples e a vida de relação se torna cada vez mais difícil.

Quando está em causa a doença de Alzheimer, é indispensável que o cuidador possua conhecimentos sobre o fenómeno (que pode ser devastador) da demência e receba formação e mesmo apoio psicológico e moral.

É que o cuidador vai assistir ao declínio das faculdades mentais do seu familiar, uma vez que tudo se pode alterar: a memorização, a orientação, o raciocínio, o vocabulário e a coordenação dos movimentos. É uma deterioração das faculdades intelectuais devido à degenerescência das células do cérebro.

É por isso que todos os livros de divulgação sobre esta doença sugerem que se deve procurar um médico para obter um diagnóstico precoce quando começam a surgir inusitadas perturbações da memória, da comunicação, ou até motoras, do doente. Os medicamentos actualmente disponíveis para esta doença não tratam a causa mas os sintomas da demência, podendo apenas contribuir para retardar a sua evolução, o que permite ao doente manter-se autónomo mais tempo.

Não existem testes específicos de diagnóstico para esta doença, somente marcadores que dão alguma indicação de predisposição. O diagnóstico é feito por exclusão de outras doenças, com 80 a 90 por cento de certeza.

Os médicos testam as capacidades cognitivas dos doentes tais como a memória, a atenção, a linguagem, a capacidade do doente em resolver problemas e usam a imagiologia cerebral para aumentar a probabilidade de se obter um diagnóstico correcto. Podem ainda ser feitos exames de sangue, tomografia ou ressonância, entre outros.

Depois de obtido o diagnóstico, há que procurar formas de melhor apoiar o doente, mantendo em simultâneo o equilíbrio pessoal do cuidador. Em primeiro lugar, dialogando com o profissional de saúde sobre o tratamento mais adequado.

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