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Alzheimer: Uma doença que exige cuidadores resistentes

18 Agosto, 2009 0

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Em segundo lugar, aprendendo a aceitar a realidade: admitir que o familiar sofre de uma doença crónica, de que o cuidador precisa de auxílio exterior, que tanto pode partir da respectiva associação de doentes, a Alzheimer Portugal como de um grupo de entreajuda ou de um psicólogo. Em terceiro lugar, recorrer a todas as ajudas possíveis para conhecer os métodos de comunicação que possam permitir manter uma vida de relação com o doente.

O cuidador tem de se fortalecer em permanência, adquirindo ferramentas funcionais: conhecer mais sobre esta doença degenerativa, informar regularmente o médico sobre a resposta à terapêutica e o estado do doente quanto às perturbações cognitivas (caso da memória e da linguagem) e não cognitivas (caso do isolamento ou da apatia), saber distinguir as diferentes fases da doença ou estar disponível para o interrogatório que o médico faça à família em todas essas fases.

 

Alguns conselhos aos cuidadores

Primeiro, o cuidador tem a obrigação de cuidar de si e de se ajudar a cuidar, sujeito como está a depressões ou a irritação, à prostração e até mesmo às mudanças económicas.

Segundo, deve habituar-se a uma nova forma de organização da sua vida em função das necessidades do doente, informando-se, procurando o conselho dos profissionais de saúde, aprendendo a lidar com as situações e arranjando tempo para as suas necessidades emocionais.

Terceiro, aceitar ajuda de quem a pode e deve dar, compartilhando experiências e melhorando os seus sentimentos de auto-estima.

Quarto, aprender a compreender e conviver com os comportamentos alterados, já que há doentes que se tornam ansiosos, agressivos ou repetitivos. Em suma, o cuidador deve procurar tratar do doente da mesma forma como o tratava antes da doença, incentivando-o à sua autonomia e ajudando-o a manter a sua dignidade; procurando manter uma vida de relação em que encoraje o doente ao exercício e à saúde física, ajudando-o a manter as suas aptidões; aprender a lidar com as novas situações reformulando a segurança doméstica para evitar acidentes que decorrem da desorientação do doente; estruturar um novo sistema de vida, procurar manter a normalidade da sua vida de relação com os membros da família, a profissão e os amigos; pedindo ajuda aos profissionais de saúde e sempre que necessário e possível arranjar tempo para si. Um cuidador tem que saber cuidar-se, só assim pode dar amor e solidariedade com paciência, dedicação e competência.

 

Procurar aconselhamento farmacêutico

O cuidador deve saber contar com a equipa da farmácia na detecção dos sinais de alarme que podem e devem levar a procurar o médico para despiste da doença de Alzheimer.

E, em caso de diagnóstico confirmado, deve saber contar com o aconselhamento relativo aos medicamentos prescritos e na detecção dos efeitos adversos que podem surgir, bem como na indicação de estratégias e produtos que podem melhorar a segurança e o bemestar do doente. Igualmente, o cuidador pode procurar informação sobre a doença e a forma de melhor cuidar do doente junto da farmácia.

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