Alimentos superprotectores
Não havendo, até ao momento, conhecimentos que permitam inferir qual a dose diária recomendada de alimentos antioxidantes, a presidente da APN defende que o “consumo deve ser efectuado na forma natural”. Aliás, e partindo dos preceitos divulgados pela evidência científica, pode-se tirar partido destes benefícios se a dieta for equilibrada e ajustada às necessidades nutricionais e energéticas de cada pessoa.
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Aliás, como adianta Vanessa Candeias, “não existem alimentos milagrosos que contenham numa única porção todos os nutrientes necessários para uma vida saudável”. Seguindo as indicações expressas pela roda dos Alimentos, uma dieta saudável deve ser diversificada e colorida, pelo que se aconselha a ingestão de 400 gramas de frutas e legumes diariamente. Só assim se consegue obter um “maior teor de vitaminas, minerais e compostos oxidantes”, fundamenta Vanessa Candeias.
O poder das vitaminas
As propriedades antioxidantes, que concedem a protecção ao organismo perante algumas patologias, foram descobertas nos anos 60, graças à evolução de técnicas bioquímicas. Muito do potencial antioxidante está presente nas vitaminas. A Dr.ª Alexandra Bento apresenta alguns dos seus benefícios de A a E.
– Vitamina A: um factor importante no crescimento e na diferenciação celular. Além disso, tem apresentado acção preventiva no desenvolvimento de tumores da bexiga, mama, estômago e pele, em estudos realizados com animais. Estudos epidemiológicos também mostraram que o consumo regular de alimentos ricos em vitaminas A e C pode diminuir a incidência de cancro colorrectal.
– Vitamina C (ácido ascórbico): os benefícios obtidos na utilização terapêutica da vitamina C em ensaios biológicos com animais incluem o efeito protector contra os danos causados pela exposição às radiações e medicamentos. Os estudos epidemiológicos também atribuem a essa vitamina um possível papel de protecção no desenvolvimento de tumores nos seres Humanos.
– Vitamina E: é um componente dos óleos vegetais encontrado na natureza. As evidências recentes sugerem que essa vitamina impede ou minimiza os danos provocados pelos radicais livres associados a doenças específicas, incluindo o cancro, artrite, catarata e o envelhecimento.
Os antioxidantes mais conhecidos
Segundo Vanessa Candeias, os antioxidantes podem ser facilmente ingeridos através da alimentação. No grupo dos antioxidantes inclui-se “um conjunto vasto e heterogéneo de moléculas, entre as quais, vitaminas, minerais, pigmentos naturais, micronutrientes de origem vegetal, enzimas”. A vitamina C, E, betacaroteno, os flavonóides, o selénio, o zinco e o licopeno são “os antioxidantes mais conhecidos por parte dos consumidores”, refere a nutricionista.
Jornal do Centro de Saúde
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