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Herpes labial: Beijos, não obrigado!

18 Agosto, 2014 0
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Quando o herpes labial irrompe, os beijos devem ficar adiados até que as lesões sarem. É que esta doença é causada por um vírus altamente contagioso. E um vírus que costuma “acordar” quando as temperaturas descem… O Inverno é, pois, uma estação de risco!

As lesões na pele em redor dos lábios denunciam facilmente os surtos de herpes labial: são pequenas bolhas que se agrupam como se fossem uma flor, que causam desconforto físico mas são, sobretudo, fonte de algum incómodo social.

O incómodo provém do seu aspecto inestético, mas a verdade é que o herpes labial é altamente contagioso. Trata-se de uma infecção causada pelo vírus herpes simples, que passa muito facilmente de um corpo para o outro através do contacto com fluidos infectados – neste caso, o líquido que enche as pequenas bolhas.

São estas lesões na pele que denunciam a presença activa do vírus, mas ele pode estar instalado no corpo sem se manifestar. Esta é, aliás, uma das principais características do herpes simples.

É, com frequência, na infância que se dá o primeiro contacto com o vírus, mas isso não significa que a doença se manifeste nessa altura. Após o contacto, o vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, instala-se num ponto do organismo inacessível ao sistema imunitário. Por norma, as defesas próprias de cada corpo detectam e combatem os elementos agressivos, como vírus e bactérias, mas o herpes simples consegue iludir essas barreiras, permanecendo latente até ser reactivado.

Fica como que em espera. À espera de um qualquer factor desencadeante, que tanto pode ser a fadiga, o stress, febre, infecções, alterações hormonais ou um pequeno traumatismo nos lábios causado, por exemplo, pelo barbear ou durante um tratamento dentário.

As temperaturas também têm influência, na medida em que este vírus é sensível aos extremos: em períodos de muito frio ou muito calor tende a sair do seu esconderijo e a manifestarse. Daí que esta altura do ano, com o Inverno no auge, seja propícia a surtos de herpes.

Uma vez “acordado” o vírus, os sintomas podem aparecer ao fim de alguns dias, desenvolvendo-se por fases que podem durar oito a dez dias, com os episódios a serem diferentes de pessoa para pessoa, em duração e intensidade.

Antes dos sinais propriamente visíveis, a primeira das sensações é descrita como um formigueiro ou equiparada a uma picada ou queimadura. Todavia, entre 40 a 60 por cento dos doentes não passa por esta fase, avançando para a fase de eritrema, caracterizada pelo surgimento de zonas avermelhadas, acompanhadas de uma sensação de dor.

É nesses locais que vão surgir ligeiras elevações avermelhadas, resultantes da agregação de pequenas bolhas dolorosas e repletas de um líquido contendo milhões de vírus. Ao longo de um a dois dias, acabam por romper, libertando o líquido e formando uma ferida (úlcera). Esta é a fase em que há maior perigo de contágio. É também uma fase muito dolorosa, com o incómodo a diminuir à medida que a úlcera vai cicatrizando. A dor dá então lugar à comichão, mas a probabilidade de infecção diminui. Progressivamente, a ferida seca e o avermelhado da pele vai-se atenuando até deixarem de existir vestígios do herpes.

Tratar e prevenir o contágio

Existem medicamentos específicos para o herpes, como o aciclovir, substância activa que contribui para acelerar o processo de cicatrização e diminuir o incómodo causado pela doença.

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