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Anorexia e bulimia: Tudo para não engordar…

30 Agosto, 2011 0

Os distúrbios alimentares – anorexia ou bulimia – põem à prova não só quem deles sofre, mas também todos os que os rodeiam, principalmente a família. Ajudar os jovens afectados exige paciência, firmeza, amor, sabedoria e coragem.

Quando surge uma situação associada a comportamentos alimentares desajustados(anorexia ou bulimia), quanto mais esclarecida estiver a família, maior a probabilidade de alcançar uma resolução do problema. E não basta as boas intenções, porque uma atitude desadequada pode inviabilizar os esforços para devolver o equilíbrio a pessoas anorécticas ou bulímicas.

Estes distúrbios ocorrem principalmente em mulheres, iniciando-se na adolescência, e caracterizando–se por uma preocupação extrema com a sua imagem e peso corporal.

Anorexia e bulimia são, afinal, doenças indissociáveis de pressões sociais que sobrestimam os corpos magros. A comida e o controlo de peso podem surgir como instrumentos para lidar com as “crises de crescimento” e a ansiedade.

Apesar do método ser diferente – as pessoas que sofrem de anorexia não comem, enquanto as bulímicas comem até não poder mais, vomitando em seguida – os objectivos são idênticos: atingir o peso perfeito.

 

Anorexia: emagrecer sem comer

A recusa subliminar da ingestão de alimentos é a forma de ser a pessoa mais magra do mundo – supostamente, assim, a mais bonita – sem sequer se antecipar as consequências de um emagrecimento sem controlo. Na verdade, as pessoas anorécticas não pretendem atingir um estado degradante através do emagrecimento, porque a convicção é sentirem-se melhor consigo próprias atingindo o peso ideal. Na maioria dos casos, existe uma distorção da imagem corporal, que faz com que se vejam sempre com peso a mais.

A imposição de ementas rígidas, horários de refeição rigorosos, definição de território próprio ou apropriação exclusiva da balança, a prática excessiva de exercício físico, o uso de laxantes ou diuréticos, podem ser alguns dos comportamentos comuns às pessoas anorécticas.

As rotinas podem ser análogas à disciplina militar, com o planeamento ao segundo no cumprimento do horário, independentemente da influência no equilíbrio familiar.

Os danos colaterais são inevitáveis. No caso das raparigas, deixa de haver menstruação, algo que até pode ser considerado uma bênção, dada a obsessão com a higiene, e o sono também pode sofrer alterações.

Os efeitos físicos da privação de alimentos começam por ser visíveis na aparência esquelética, palidez, pele seca e temperatura corporal baixa, sendo também característica a pressão arterial baixa, bem como a frequência cardíaca lenta.

Pessoas que sofram deste tipo de distúrbio alimentar poderão revelar comportamentos obsessivos, perturbações de raciocínio e desordem mental. Negam, ainda, ter qualquer problema, resistindo muitas vezes ao tratamento, ao qual recorrem por imposição familiar.

 

Bulimia: comer em segredo

Ao contrário das pessoas anorécticas, aquelas que sofrem de bulimia podem passar completamente despercebidas.

Mais – enquanto a anoréctica enaltece a sua magreza, a bulímica resguarda-se. O peso tende a ser abaixo da média mas sem motivo para alarme, dificultando a suspeita da família. Este distúrbio alimentar caracteriza-se pela ingestão compulsiva e excessiva de alimentos e os subsequentes vómitos forçados.

Estes advêm do sentimento de culpa e mal-estar que deriva desse consumo excessivo, permitindo compensá-lo. Situações de stress emocional, como a perda de um dos progenitores ou divórcio, são alguns exemplos de aceleradores de quadros de bulimia. A repetição regular de vómitos, provocados pela introdução de um dedo na garganta, pode originar a inflamação do esófago e também a destruição do esmalte dos dentes pela exposição aos ácidos do estômago.

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