Auto-vigilância do Diabético - Médicos de Portugal

A carregar...

Auto-vigilância do Diabético

24 Outubro, 2008 0

O diabético pode estar sujeito a um conjunto de complicações. Umas são e aparecimento súbito, outras apenas ao fim de vários da doença e de instalação insidiosa.

As primeiras podem resultar da mudança brusca dos níveis de açúcar as segundas, entre outros factores, dos valores persistentemente altos do açúcar no sangue. Os níveis de açúcar no sangue (glicemia) podem ter oscilações ao longo do dia.

No indivíduo não diabético, quando o açúcar no sangue baixa, impede a secreção da insulina e aumenta a produção de açúcar pelo fígado; quando o açúcar no sangue sobe, estimula a secreção de insulina que de imediato reduz os níveis de açúcar no sangue.

A diabetes caracteriza-se por ter níveis elevados de açúcar no sangue, resultado da carência absoluta – diabetes tipo 1 – ou relativa – diabetes tipo 2 – de insulina. Para controlar o açúcar no sangue usa-se insulina no caso da diabetes tipo 1 ou medicamentos sensibilizadores ou estimulantes da secreção da insulina ou mesmo insulina, no caso da tipo 2.

A supressão da secreção de insulina quando a glicemia desce, não se verifica em geral quando se usa a insulina que administrada e, não segregada pelo pâncreas, ou quando se usam os antidiabéticos orais estimulantes da secreção da insulina.

Dadas as grandes variações da glicemia torna-se necessário que o doente diabético vigie os seus valores de glicemia para prevenir o aparecimento de baixas de açúcar ou de valores altos. Para além desta auto-vigilância da glicemia, o diabético deve vigiar o seu peso, vigiar a sua Pressão Arterial, vigiar os seus pés.

Neste momento estarão com certeza a perguntar: mas para que serve o auto-vigilância da glicemia? A auto-vigilância ser-ve para prevenir as complicações agudas da diabetes – hipo-glicemias – baixas de açúcar ou hiperglicemias – açúcar elevado. Por outro lado um bom controlo permite evitar as complicações tardias da diabetes. Vários estudos demonstraram que níveis de açúcar próximo do normal se associam a menor número de complicações oculares, renais, neurológicas ou cardíacas.

A auto-vigilância da glicemia é uma técnica que nos permite ajustar as diversas terapêuticas para manter a glicemia tão próxima do normal quanto possível: ou aumentar o exercício ou reduzir a ingestão alimentar, aumentar os antidiabéticos orais ou reduzir a insulina.

Esta é outra noção essencial: o auto-controlo não é um fim em si mesmo, é antes um meio para optimizar os agentes terapêuticos.

Como o nome sugere, a auto-vigilância da glicemia deve ser feito pelos próprios doentes, quando por exemplo, eles picam os dedos ou outros locais alternativos, como as eminências das mãos ou as zonas sem pelos dos braços para obter uma gota de sangue para determinar, em pequenos aparelhos conhecidos como glicómetros, o valor da glicemia.

A avaliação pode ainda ser feita pela implantação de fibras capilares a nível subcutâneo que são capazes de nos dar informações contínuas ou melhor muito frequentes (cada 20 minutos) durante 48 a 72 horas.

Estes dispositivos são particularmente úteis quando se suspeita que o doente faça grandes variações da glicemia durante a noite, momento em que em geral o doente não efectua auto-vigilância por estar a dormir. Nos doentes portadores de bombas infusoras de insulina, estes dispositivos de monitorização contínua podem ajudar a ajustar directamente a quantidade de insulina a ser infundida.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.