Kit de Iniciação à Insulina chega aos Hospitais e Centros de Saúde
Estará disponível nos Hospitais e Centros de Saúde, a partir do próximo dia 27 de Outubro, um Kit de Iniciação à Insulina. Dirigido aos diabéticos de tipo 2 que iniciam a injecção de insulina para controlo da doença, este kit será composto por uma bolsa que incluirá um aparelho de glicemia (com tiras de glicemia e de corpos cetónicos no sangue e lancetas), informação sobre a Diabetes, informação sobre a hipoglicémia e sobre a cetoacidose diabética – duas das mais graves complicações na fase de ajuste das doses de insulina no inicio do seu tratamento.
O Kit contém ainda amostras de creme para o pé diabético (Ureadin Rx Db, da Isdin). Para os profissionais de saúde, este kit possui também uma separata da revista Postgraduate Medicine onde são indicadas algumas estratégias práticas para o uso da Insulina, bem como dois guias de tratamento da hipoglicemia e cetoacidose diabética.
A diabetes tipo 2 ocorre em indivíduos que herdaram uma tendência para a diabetes (têm, frequentemente, um familiar próximo com a doença: pais, tios, ou avós) e que, devido a hábitos de vida e de alimentação errados, vêm a sofrer de diabetes quando adultos. Quase sempre têm excesso de peso e, em alguns casos, são mesmo obesos. Fazem pouco exercício físico e consomem calorias em doces e/ou gorduras em excesso, para aquilo que o organismo gasta na actividade física.
Têm, com frequência, a tensão arterial elevada (hipertensão arterial) e por vezes “gorduras” (colesterol ou triglicéridos) a mais no sangue (hiperlipidemia). Na diabetes tipo 2 o pâncreas é capaz de produzir insulina contudo, a alimentação incorrecta e a vida sedentária, com pouco ou nenhum exercício físico, tornam o organismo resistente à acção da insulina (insulino-resistência), obrigando o pâncreas a trabalhar mais (e mais), até que a insulina que produz deixa de ser suficiente. Nessa altura surge a diabetes.
A insulina é uma hormona produzida nas células beta do pâncreas e que tem como principais funções a diminuição da glicemia (aumentando o consumo de glicose pelas células; aumentando a capacidade do organismo para armazenar glicose no fígado e nos músculos e diminuindo a produção de glicose no fígado) e o impedimento da produção de corpos cetónicos pelo fígado, estimulando a utilização de corpos cetónicos pelas células.
Quando o pâncreas do diabético de tipo 2 deixa de ter a capacidade de produzir insulina na quantidade necessária à regulação da glicose no sangue, torna-se necessário o uso da insulina. Pode ser indicado o uso da insulina assim que detectada a doença ou apenas mais tarde nos casos em que a dieta e o exercício físico não sejam capazes de controlar a Diabetes.
A Organização Mundial de Saúde estima que existem mundialmente 185 milhões de pessoas com diabetes, mas que só 40% estão diagnosticadas e tratadas. Prevê-se que este número crescerá até aos 500 milhões em 2025 devido ao envelhecimento da população, estilo de vida sedentário e aumento da obesidade. Em Portugal existem mais de 500 mil diabéticos e este número terá tendência para aumentar nos próximos anos.

