Cuidados com a pele: Banhos de sol q.b.
O envelhecimento cutâneo precoce deve-se muito à exposição solar. Este é um efeito nocivo dos raios solares, ao qual se junta o risco de cancro da pele e as queimaduras. Existem, no entanto, diversos cuidados que ajudam a prevenir estes efeitos.
A pele assume características diferentes ao longo das várias etapas da vida: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade. De facto, o maior órgão do corpo humano não deixa esconder a entrada numa idade mais avançada.
Afinal, as rugas falam por si, sendo uma consequência natural do passar dos anos mas também um sinal de envelhecimento da pele.
Existem dois conceitos a ter em conta no que se refere ao envelhecimento da pele: o cronológico e o ambiental. O primeiro está relacionado com a passagem dos anos. Já o envelhecimento ambiental, deve-se a factores exteriores, como o sol, o tabaco, o stress, o vento, a água, a poluição, alguns medicamentos e certas doenças.
Se o envelhecimento cronológico é inevitável, o mesmo não acontece com o ambiental. E no que diz respeito à exposição solar, todo o cuidado é pouco.
Os raios ultravioleta (UV) do sol e dos solários são os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, em especial nas zonas mais expostas como a face, o pescoço e as mãos. Os raios solares UV, particularmente os UVA, penetram profundamente na pele sendo responsáveis pela secura cutânea e pelo aparecimento de rugas. Por outro lado a exposição excessiva à radiação UVA e UVB pode provocar lesões pré-cancerosas, alterações da pigmentação (sardas e manchas) e dilatação dos vasos sanguíneos. Além disso, pode aumentar o risco de desenvolvimento de cancro da pele.
Embora a exposição solar ocorra fundamentalmente no Verão e num contexto de praia, há que ter em conta que o sol está presente ao longo de todo o ano e em todos os ambientes. Daí que seja igualmente imprescindível adoptar cuidados no dia-a-dia e em situações consideradas “improváveis”, como por exemplo durante a prática desportiva ao ar livre, ao jardinar ou no decurso de uma simples caminhada ao ar livre.
O tipo de pele de cada pessoa, bem como a hora do dia e a época do ano são factores a considerar. As peles claras, por exemplo, são mais sensíveis às agressões da radiação solar. O risco aumenta se for Verão, porque o sol está mais perto da Terra, e mais ainda se a exposição acontecer entre as 11h00 e as 17h00.
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Proteger a pele
Uma das formas de proteger a pele do sol passa pelo uso de um protector solar. Disponíveis em diversas apresentações, nomeadamente creme, gel, leite ou pó compacto, adequam-se aos diversos fotótipos com formulações específicas de modo a garantir a melhor protecção a cada um, nomeadamente aos mais vulneráveis à exposição solar.
A protecção solar deve ser uma prática diária sempre que haja actividade ao ar livre, quer para pessoas com um tom de pele mais escuro, que podem optar por um índice de protecção médio, quer para pessoas com um fotótipo mais claro, como os ruivos ou os louros, que devem privilegiar os protectores solares com factor de protecção mais elevado. Cuidar da pele é um processo realizado ao longo de todo o ano, com especial atenção às zonas mais expostas, tais como a face, o pescoço e as mãos.

