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Piolhos: Seus parasitas…

14 Novembro, 2011 0

Uma praga, principalmente em ambiente escolar, minúsculos e incómodos, os piolhos podem infestar uma família ou uma turma inteira. No regresso à escola, convém mantê-los afastados.

Os piolhos são incomodativos. Provocam uma comichão intensa, em que só apetece coçar sem parar. Aí a pediculose já envolve risco: é que coçar excessivamente agride o couro cabeludo, podendo dar origem a lesões cutâneas e, com elas, a uma infecção.

A comichão é causada por uma substância que os piolhos libertam quando se alimentam junto ao couro cabeludo. Afinal, os piolhos são insectos parasitas que necessitam dos seres humanos para completar o seu ciclo de vida, alimentando-se de pequenas quantidades de sangue que vão sugando, injectando consequentemente esta “saliva” que é particularmente irritante.

Acresce que os piolhos se multiplicam, podendo depor oito ovos por dia – ovais e brilhantes, são as lêndeas, que se agarram aos cabelos até que, ao fim de sete a dez dias, nascem novos piolhos.

E assim recomeça o ciclo reprodutivo, que se renovará incessantemente se nada for feito para os erradicar. Qualquer cabeça serve para os piolhos se instalarem e reproduzirem, sendo irrelevante o estado de higiene dos cabelos, desmistificando a ideia de que a pediculose só surge em cabeças sujas.

Muitas cabeças juntas são um “mimo” para os parasitas. Por isso, a época escolar é tão propícia ao aparecimento de piolhos. Na escola, as crianças passam muito tempo juntas, partilham espaços, brincadeiras e objectos. Há troca de gorros, chapéus, pentes, escovas, fitas e ganchos, permitindo aos piolhos deambular de loiros para morenos. É que os pequenos insectos não voam, apanham a “boleia” de objectos que estão em contacto com diferentes couros cabeludos. Esta é também a principal razão para a facilidade do contágio no seio familiar. A eventual partilha de lençóis ou almofadas é suficiente para o convívio dos piolhos entre elementos da mesma família.

 

Pente, champô e muita… mas muita paciência

A comichão causada pelos piolhos é especialmente intensa na nuca e atrás das orelhas, porque são as zonas preferidas por estes parasitas. Daí que seja relevante estar atento à frequência com que as crianças levam a mão à cabeça e à insistência com que se coçam.

A denúncia provém da comichão mas é preciso comprová-la: procurar no couro cabeludo a presença de piolhos e lêndeas. É um trabalho minucioso e que exige persistência, requer uma luz forte e um pente próprio, de dentes muito finos e muito juntos.

Depois de lavar muito bem o cabelo e após colocar amaciador, passo particularmente importante no caso de crianças com os cabelos compridos, com a ajuda do pente escova-se as madeixas uma a uma, da raiz às pontas, limpando o pente em cada passagem com um lenço de papel branco, onde ficam as partículas removidas. Mas há que inspeccionar bem a cabeça, pois os piolhos soltam-se mais facilmente do que as lêndeas, que tendem a fixar-se aos cabelos.

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Se o diagnóstico for positivo, este mesmo método pode ser usado para eliminar piolhos e lêndeas: a remoção física é eficaz, mas demorada, podendo ser conveniente complementá-la com a aplicação de antiparasitários. Sob a forma de champô, creme ou loção, estes são produtos que, na sua maioria, não requerem receita médica. Não dispensam, contudo, o aconselhamento farmacêutico, para um uso correcto. Se a infestação ocorrer em crianças mais novas, com idade inferior a 3 anos, este aconselhamento é ainda mais importante.

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