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Reconstrução mamária: Restaurar a feminilidade

8 Abril, 2014 0

 

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A reconstrução da mama pode (ou não) ser seguida da reconstrução do mamilo e da aréola. Exige uma nova cirurgia, depois de a mama reconstruída ter tido tempo para cicatrizar, o que pode levar três a quatro meses.

 

Nesta segunda intervenção, o objectivo é aproximar, o mais possível, o mamilo e a aréola aos da mama saudável, em cor, textura, tamanho e projecção. Para isso usa-se tecido de outra parte do corpo, por exemplo da orelha ou das virilhas. Casos há em que a aréola não é propriamente reconstruída, mas sim tatuada. E há ainda casos que podem suscitar uma outra intervenção, desta vez à mama sobrevivente, de modo a que os contornos de ambos se assemelhem o mais possível. Assim, a aparência final será mais natural. Depois da reconstrução, vem a recuperação. É muito provável que a mulher se sinta cansada e dorida após cada cirurgia e por algum tempo. É preciso esperar que os tecidos cicatrizem até ir retomando as actividades do quotidiano: no primeiro mês a mês e meio são desaconselhados esforços, nomeadamente levantar objectos, desporto e até sexo. E pode ainda levar tempo até que a mulher se adapte à nova realidade.

 

 

 

Apoio do parceiro é decisivo

 

A reconstrução restaura a forma da mama, mas pode não restaurar por completo as sensações naturais: com o tempo, a pele vai recuperando alguma da sua sensibilidade, mas pode nunca ser igual ao que se sentia antes da mastectomia. A mulher sentirá sempre alguma diferença entre a mama saudável e a reconstruída, inclusivamente na aparência: mas apenas se estiver nua, porque o uso de sutiã faz desvanecer essa diferença.

 

A diferença de sensibilidade será igualmente sentida pelo parceiro, cujo apoio, aliás, é fundamental ao longo de todo este caminho, desde o momento do diagnóstico até ao da reconstrução. O cancro da mama afecta um dos símbolos da feminilidade, pelo que a remoção da mama pode ser encarada como um verdadeiro corte na sensualidade feminina, levando a mulher a isolar-se com medo de ser rejeitada. E, nalguns casos, vive mesmo estes momentos difíceis sozinha porque pode, efectivamente, ser rejeitada pelo parceiro.

 

Mas a mulher não é menos mulher porque foi perdeu uma mama para a doença: pelo contrário, uma mulher que vença o cancro é uma mulher mais forte, mais determinada a viver a vida. E com a reconstrução essa determinação pode ser acrescida, com a renovação da imagem a empurrar a auto-estima.

 

 

 

Riscos

 

Como qualquer outra cirurgia, a reconstrução mamária contém alguns riscos, nomeadamente o de hemorragia, de inchaço e dor, de infecção (sobretudo nas primeiras duas semanas), de necrose total ou parcial (morte) dos tecidos transplantados. Podem ainda ocorrer problemas com a anestesia, pode ser necessária uma intervenção posterior para corrigir eventuais problemas e podem ocorrer mudanças no braço do mesmo lado da mama reconstruída.

 

As mulheres que fumam correm alguns riscos acrescidos, pois o tabaco faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, assim diminuindo o fornecimento de nutrientes e oxigénio aos tecidos. O tabaco pode ainda atrasar a cicatrização. Para reduzir estes riscos, o médico pode aconselhar a mulher a deixar de fumar algum tempo antes da reconstrução mamária.

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