Maria Luísa Branco, Presidente da Respira: “Os sintomas já existiam mas passaram a ter um nome”
Caso tenha de fazer algum esforço suplementar, ou exercício físico, aumento o nível para dois litros. Também preciso de o utilizar quando saio à rua..
Sentiu algum constrangimento por começar a usar oxigénio na rua?
Considero que o benefício é maior do que o constrangimento das pessoas olharem para nós na rua. Olham porque é diferente…
Como é que aprendeu a lidar com uma doença crónica?
O diagnóstico confirmou os sintomas que tinha – cansaço a andar, sentir-me ofegante, não conseguir subir escadas, etc. Os sintomas já existiam mas passaram a ter um nome.
Como tem sido o apoio da sua família?
O apoio da família tem sido fundamental. Se as pessoas que estão ao nosso lado souberem como ajudar-nos a respirar melhor, automaticamente acalmamo-nos. As crises podem ser inesperadas e a família é essencial para auxiliar-nos e para que não se entre em pânico.
Quais os principais objectivos da Respira, associação que preside?
A Respira faz agora um ano. O Dia Mundial da DPOC de 2006 anunciou o lançamento desta associação. Constituímo-nos legalmente no passado dia 9 de Fevereiro e já contamos com 180 associados.
Temos conseguido uma média de vinte novos sócios por mês. No fundo, os grandes objectivos são: informação, sensibilização e promoção da saúde respiratória. Pretende-se também divulgar os malefícios do tabaco, sobretudo às gerações mais novas, para que não tenham a doença no futuro.
Depois, temos também a formação e o apoio à investigação nos profissionais de saúde (enfermeiros e médicos de clínica geral dos vários hospitais e centros de saúde).
O último eixo diz respeito aos programas de apoio e acompanhamento de doentes respiratórios. Ensinamos os doentes a pouparem energia a vestir-se e a tomar banho. Pretendemos publicar um manual para que os doentes aprendam a viver melhor com a doença.

