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Varicela: Bolhas de infecção

13 Dezembro, 2014 0

Além disso, existe sempre a possibilidade de se desenvolver zona, também conhecida por herpes-zoster. Cada pessoa tem apenas um episódio de varicela na vida, mas o vírus permanece latente, como que adormecido nas células nervosas. Quando é reactivado, emerge, sob a forma de uma nova doença – zona. É o que acontece num em cada dez adultos que tiveram varicela na infância.

Aliás, ao contrário do que se passa na infância, em que é geralmente benigna, a varicela pode assumir contornos graves na idade adulta. Constitui ainda uma ameaça séria para a saúde das pessoas cujo sistema imunitário está debilitado, a ela sendo também vulneráveis as que tomam corticoides sistémicos.

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Particularmente susceptíveis são as grávidas. Se a mulher não teve varicela na infância e a contrair durante a gravidez, sobretudo nas primeiras semanas, o feto pode nascer com anomalias congénitas. Se a doença for contraída na semana que antecede o parto, existe o risco de o bebé nascer com uma infecção que pode ser fatal: é que a mãe transmitiu-lhe o vírus, mas não teve tempo de lhe transmitir os anticorpos necessários para combater a infecção.

Se a mãe teve varicela antes de engravidar, o feto recebe anticorpos através da placenta ou quando está a ser amamentado, o que diminui as probabilidades de contrair a doença. Não é 100 por cento garantido, mas se estiver em contacto com o vírus a protecção conferida pela mãe fará com que a doença se manifeste de uma forma muito ligeira.

O que é importante é que as mulheres que queiram engravidar ou já estejam grávidas e que não tiveram varicela antes estejam conscientes do risco.

 

Acalmar os sintomas

Tratar a varicela é sinónimo de actuar sobre os sintomas. Procurando, antes de mais, aliviar a intensa comichão que as bolhas provocam: banhos de água tépida, a intervalos regulares, costumam ajudar, podendo ser reforçados com a aplicação de uma loção à base de calamina sobre as áreas afectadas. No rosto, há que ter o máximo dos cuidados para não haver contacto com os olhos. A febre e as dores atenuam-se com a ajuda de medicamentos específicos – ibuprofeno ou paracetamol (nunca aspirina, pois nas crianças pode induzir uma doença grave designada síndrome de Reye).

Pode ainda ser necessário recorrer a outros fármacos, nomeadamente anti-histamínicos (quando as medidas de auto-cuidado são insuficientes para aliviar a comichão) e antivirais (à base de aciclovir, usam-se nos casos mais graves).

De resto, o tratamento passa por uma alimentação mais líquida (útil, sobretudo quando a varicela se estende à boca e garganta) e repouso. Já aqui se disse: a varicela é uma doença geralmente benigna nas crianças.

Mas o melhor é sempre prevenir: o isolamento é necessário até que as bolhas sequem por completo, dado que basta uma criança doente para que o vírus se espalhe por uma escola inteira… Até há poucos anos, mais não se podia fazer em matéria de prevenção: mas agora existe uma vacina que, mesmo não garantindo protecção a 100%, assegura que a varicela, se chegar, é muito mais ligeira.

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