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Sol, as crianças e os protectores solares

29 Maio, 2009 0

9. Não lhes darás seca: o calor e a actividade física podem provocar a desidratação das crianças, pelo que é fundamental fazê-las beber água com frequência.

10. Não abusarás da sorte: ainda que bem protegidas, as crianças nunca ficam totalmente imunes à acção do sol – sobretudo, durante longos períodos de tempo. Não permaneça com elas na praia por mais de 3 horas.

 

A importância do protector solar

Falando com o seu médico ou farmacêutico, eles dir-lhe-ão que o protector solar para uma criança deve ter um factor de protecção sempre igual ou superior a “30” para bloquear a maior percentagem possível de energia da radiação ultravioleta. É de ter em atenção que estes protectores devem ser adequados às características peculiares da pele da criança.

Há diferentes tipos de protector solar.

Temos os protectores físicos, que contêm óxido zinco ou dióxido titânio, que exercem a sua acção na camada superior da epiderme, formando uma barreira contra os raios solares. Uma das vantagens destes protectores é a sua protecção imediata, pois defendem a pele desde o momento da sua aplicação.

Além disso, estes protectores têm ingredientes químicos que protegem contra toda a radiação ultravioleta. Temos também os protectores com filtros químicos, convindo experimentar primeiro o protector espalhando uma pequena quantidade de produto algumas horas antes da exposição para ver se a criança tem reacções alérgicas. Este tipo de protector solar não é tóxico mas é importante prevenir as reacções aos filtros químicos.

A aplicação do protector tem a maior importância. Deve aplicar-se uma camada generosa do produto em todo o corpo, dando especial atenção às áreas que se queimam mais depressa, tais como as orelhas, nariz, a parte de trás do pescoço e ombros. Como já se referiu, a reaplicação deve ser feita de duas em duas horas.

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Outras situações

Há um enorme debate sobre a partir de que idade as crianças devem começar a ir à praia. Há quem proponha que não devem ir antes dos 6 meses. À cautela, fale com o pediatra, cada criança é um caso. Converse com o seu farmacêutico quanto à utilização de protectores resistentes à água.

No caso de uma criança se queimar em algum ponto do corpo, saiba como actuar: aplicar um creme hidratante em toda a zona afectada; dar-lhe muitos líquidos; em caso de manifesto de sofrimento, converse como o seu farmacêutico quanto ao analgésico mais indicado; dar-lhe banho em água tépida; cobrir as zonas mais vermelhas com compressas molhadas.

Se nos adultos é totalmente desaconselhado usar-se perfumes quando se faz exposição solar, igualmente a criança não deve usar loções, para evitar a pigmentação ou o aparecimento de manchas ou até mesmo irritação da pele.

O uso de óculos de sol não é um assunto secundário na exposição solar da criança. Como observa o pediatra Mário Cordeiro, os ultravioletas que queimam a pele também afectam os olhos, a luz entra pelos olhos e queima a retina.

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