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Seniores em forma: Mente sã e activa

18 Abril, 2012 0

Idade e saúde são plenamente compatíveis. Para assegurar um envelhecimento activo e saudável, importa fazer as escolhas adequadas para treinar continuadamente a mente e o corpo.

O exercício é, normalmente, associado à saúde e bem-estar do corpo, reforçando defesas, conquistando resistência e flexibilidade, independentemente da idade.

Mas o exercício beneficia igualmente a saúde mental, sobretudo porque a marcha dos anos vai penalizando a concentração e a memória.

É certo que as consequências do envelhecimento são mais visíveis a nível físico. Basta pensarmos na pele marcada pelas rugas, no tom grisalho que toma conta dos cabelos ou nos movimentos mais emperrados, além de uma maior predisposição para ficar doente, dada a diminuição das defesas naturais do organismo.

Tal como o corpo, a mente também é abalada pelos sinais do tempo e, mesmo sem qualquer afecção de saúde, podem surgir maiores dificuldades em reter informação, relacionar acontecimentos, recordar pessoas ou episódios. Afinal, tantas são as vezes que nos confrontamos com o desabafo “a minha cabeça já não é a mesma…”.

Provavelmente não será, mas é perfeitamente possível retardar o envelhecimento e manter a mente activa.

A verdade é que as tarefas podem requerer mais tempo para ser executadas, o que não é sinónimo de incapacidade. Os estímulos contínuos são um elixir para o cérebro, que mantém a sua actividade. Afinal, que tipo de estímulos são preciosos para uma mente sã e activa? Antes de mais, combater um eventual isolamento. Viver ou permanecer em casa sozinho é meio caminho andado para um estado depressivo, até porque os seniores são particularmente vulneráveis à depressão.

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Valorização depois da reforma

A esperança de vida tende a aumentar e, com ela, a idade de reforma.

Mas chega o dia em que se “arrumam as botas” da profissão. esse é um período crucial para evitar a inactividade. Há sempre alguém, entre os mais novos, que pode beneficiar da experiência e conhecimento dos mais velhos. Há também instituições que procuram envolver diferentes gerações da comunidade, nomeadamente idosos e crianças, na partilha de espaços e vivências. O voluntariado é outra das actividades que pode ser enriquecedora para quem termina a vida profissional ou, de uma forma mais alargada, qualquer hobby, seja descodificar uma charada, fazer palavras cruzadas, superar um puzzle, aprender uma língua estrangeira, técnicas de pintura ou de artesanato, tocar um instrumento musical ou até ingressar numa universidade sénior. a sociedade é cada vez mais complexa, e a aprendizagem é para a vida. Porque o saber não tem mesmo idade – e o cérebro agradece.

 

Exercitar o corpo e a mente

A culminar todo este treino mental, porque não a actividade física? É que também contribui para prevenir a decadência mental, na medida em que aumenta o afluxo de sangue às diferentes partes do corpo, incluindo o cérebro, sem esquecer os ganhos de energia e bem-estar, de convívio e divertimento. Mas a actividade física não tem de ser equivalente a uma ida ao ginásio. Caminhar, pedalar ou fazer jardinagem são exemplos de excelência para exercitar o corpo, tal como o subir escadas em vez de utilizar o elevador. Importante mesmo é evitar o sedentarismo, escolhendo uma actividade que propicie prazer e seja adequada ao estado de saúde e à forma física. Além dos benefícios psicológicos, o exercício ajuda à saúde do corpo, em termos de resistência e flexibilidade, reduzindo o risco de desenvolvimento de determinadas doenças, nomeadamente do foro cardiovascular.

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