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Saúde sénior: Este país também é para velhos

30 Outubro, 2010 0

 

Saber viver

Apesar de a medicina estar mais apetrechada para melhorar a vida de quem vive mais, a gerontologista Teresa Ramilo diz que nem todos os seniores lidam da melhor forma com o envelhecimento. “Nem todos estão conscientes do envelhecimento, nem das adaptações que ele exige, o que não lhes permite tirar partido em pleno da nova fase”, explica.

“Quando há um prolongamento da idade adulta há, por norma, uma perda de autonomia”, assume a especialista. No entanto, Teresa Ramilo garante que há muitas estratégias preventivas, que podem ser cruciais na manutenção das faculdades. “A partir dos 50 anos há toda uma metodologia que deve ser aplicada de modo a que o envelhecimento seja o mais natural possível”, diz. “Afinal, envelhecemos a partir do dia em que nascemos.”

A prática de exercício físico adequado, um estilo de vida saudável, que passa pelo cuidado com a alimentação e exercícios para a cognição são alguns dos conselhos de Teresa Ramilo para recuperar anos de vida.

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Movimento ajuda

A gerontologista lembra que uma das maiores causas de morte na população mais idosa é a queda. “Normalmente as pessoas fazem fracturas no colo do fémur, ficam acamadas e a partir daí tudo se precipita”, explica. A responsável considera lamentável esta realidade e considera que é possível invertê-la, através de “exercícios que visam trabalhar a força e o equilíbrio”.

Uma das soluções passa pelo Movimento de Terapêutica Assistida. “Não se trata de fisioterapia, já que até tem características mais holísticas, mas ajuda a manter a condição física adaptada à idade”, desvenda Teresa Ramilo. “Há bons resultados na qualidade de vida, na acção psicológica e na autonomia das pessoas”, refere ainda. Este tipo de exercício é feito em grupos pequenos ou até de forma individual, já que exige “um acompanhamento especial”.

 

Aspectos a melhorar

Luís Rebelo também é apologista de uma abordagem multidisciplinar para tratar os problemas da idade. “A maior parte das pessoas que nos procura vem pelas doenças que tem”, elucida. “Mas os técnicos de dinamização social, terapia ocupacional e fisioterapia certamente que teriam muito que fazer com eles”, afirma.

O médico de família não tem dúvidas de que a medicina preventiva tem um papel fulcral em evitar males maiores, como “intercorrências infecciosas”, e garante que se as “pessoas forem estimuladas mantêm melhor as performances”.

Em jeito de conclusão sublinha pela positiva as melhorias que já se fizeram ao nível dos “cuidados primários e continuados, que permitem dar uma resposta maior às necessidades dos mais velhos”, bem como “a subsidiação para os casos mais complicados”. É preciso apostar, contudo, na formação. “Nós, médicos, fomos treinados para cuidar de pessoas com menos idade; estou na faculdade e continuo a confirmar isso”, critica o professor universitário.

Ainda há um longo caminho a percorrer para que Portugal seja cada vez mais um país também para velhos. A história de Joaquim Costa prova, contudo, que a dança da vida não pára. Pode é ter outros ritmos.

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