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Rugas » O sinal exterior mais evidente…

27 Outubro, 2007 0

O envelhecimento da pele é, talvez, o sinal exterior mais evidente da entrada na segunda metade da vida. Há, no entanto, formas de retardar o aparecimento das indesejáveis rugas. Infância, adolescência, fase adulta e segun­da metade da vida. Estes são os quatro períodos referentes à evolução da pele.

No primeiro, marcado por uma indife­renciação sexual, em que não há muita expressão facial, a pele caracteriza-se pela fina espessura, pouca resistência e permea­bilidade. Possui uma excelente capacidade de renovação, mas tem uma fraca adaptabilidade térmica.

A adolescência anda de mãos dadas com o despoletar das hormonas sexuais. As características sexuais ficam mais marcadas e surgem as primeiras pregas e rugas de expressividade. É neste período que a pele começa a ficar espessa, elástica, gordurosa e impermeável.

Na idade adulta a expressão torna-se mais vincada e definida. A pele começa a perder a oleosidade adquirida na fase anterior e as rugas acentuam-se. A resistência, contudo, mantém-se.

O «problema» surge na segunda metade da vida. A pele passa, então, a ser a zona corporal onde se manifestam os sinais evidentes do envelhecimento, neste caso, da pele.

«Na senescência começa a haver uma involução. A pele fica muito seca, rugosa e pouco resistente. Além disso, as rugas ficam muito vincadas, a permeabilidade diminui e a capacidade de renovação decresce», aponta o Dr. Fernando Ribas dos Santos, dermatologista, director do Serviço de Dermatologia do IPO do Porto.

Conceitos do envelhecimento

Convém, desde já, salientar que, no que diz respeito ao envelhecimento da pele, existem dois conceitos a ter em conta: o cronológico e o ambiental.

Tal como o nome indica, o envelhecimento cronológico é fornecido pela passagem dos anos. O ambiental, também designado por fotoenvelhecimento, é provocado por factores exteriores, tais como o sol, o tabaco, o stress, o vento, a água, a poluição, determinados fármacos e certas doenças.

«A pele tem uma função de barreira, que diminui com a mudança das suas carac­terísticas e com a redução da actividade das glândulas sebáceas. É a diminuição do filme hidrolípidico (sebo) e da permeabilidade, bem como a mudança da sudação e a perda da elasticidade e da espessura, que irá provocar uma atrofia epidérmica», explica Fernando Ribas dos Santos.

Segundo o dermatologista, «o processo de transformação desta camada da pele pode derivar em xerose (secura excessiva), elastose senil (pele muito fina e com imensas pregas), cutis romboidalis (forte espessura nos locais mais expostos ao sol), dermatocalasia (flacidez), leucomelanodermia (pigmentação irregular – pele manchada) e, entre outras, queratoses (verrugas)».

Na segunda camada da pele, vulgo derme, também ocorrem transformações. O director do Serviço de Dermatologia do IPO do Porto indica as mais relevantes:

«As fibras elásticas perdem a sua eficácia, originando elastose, e as fibras e células de colagénio, responsáveis pela sustentação da pele, vão-se quebrando. Além do mais, os vasos sanguíneos sofrem alterações, ficam mais sensíveis e podem sangrar com pequenos traumatismos.»

O envelhecimento cronológico é inevi­tável, mas o mesmo não se pode dizer do ambiental, em especial, quando não se têm certos cuidados.

Para Fernando Ribas dos Santos, o sol e os solários são os principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, sobretudo das zonas mais expostas (face e mãos).

«O sol causa fundamentalmente se­cura e rugas. É também responsável pelo aparecimento de lesões pré-cancerosas (actímicas), pela alteração da pigmentação (sardas e manchas) e telangiectasias (vasos dilatados)», refere o especialista.

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