Doença quase inevitável no Inverno » Tempo de gripe, cuidados redobrados - Médicos de Portugal

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Doença quase inevitável no Inverno » Tempo de gripe, cuidados redobrados

28 Outubro, 2007 0

Com a chegada dos dias mais frios, são poucas as pessoas que conseguem fugir à habitual gripe, que já parece uma inevitabilidade do Inverno. Mas não é. E para lhe escapar há que ter muita cautela e não esquecer a prevenção.

A gripe é uma doença viral aguda causada pelo vírus influenza do qual se conhecem três tipos – A, B e C. Apenas os vírus A e B provocam doença com significativo impacto na Saúde Pública.

«A gripe é transmitida de pessoa para pessoa pelas vias aéreas e pode durar entre três a sete dias, sendo o tratamento principalmente sintomático», explica o Dr. Eduardo Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral.

As gripes e as constipações são as doenças mais comuns entre os seres humanos. Os adultos podem contrair duas a cinco cons­tipações por ano, ao passo que as crianças em idade escolar podem ser afectadas sete a 10 vezes.

A gripe, por seu turno, atinge todos os anos milhões de pessoas, podendo assumir um carácter epidémico. «Normalmente», assegura este médico, «cada pessoa só é afectada pela infecção gripal uma vez por ano».

Apesar de a sintomatologia destas duas doenças ser semelhante (ver caixa), «na gripe podemos esperar que a febre seja mais elevada, a presença de mialgias intensas (dores musculares) e não é frequente existirem sintomas oculares e espirros», diz o mesmo especialista.

A gripe é uma doença muito contagiosa, que ataca as vias respiratórias (nariz, garganta e pulmões). O vírus é transmitido através das secreções respiratórias e tem um período de incubação médio de dois dias. O período de transmissão decorre desde um a dois dias antes do aparecimento dos sintomas até sete dias depois.

«O indivíduo enfermo deverá repousar, evitar o álcool, procurar alimentar-se bem e ingerir muitos líquidos, além de usar medicações para a febre e para a dor (tratamento sintomático) – antipiréticos e analgésicos», aconselha Eduardo Mendes, que acrescenta:

«Podem, também, ser usados descongestionantes nasais para a melhoria dos sintomas nasais. Quando os sinais da gripe têm menos de dois dias, o doente poderá discutir com o seu médico de família a possibilidade e vantagem de adoptar um tratamento antiviral (tratamento diri­gido).»

Não há gripe sem tosse e são vários os inconvenientes que a tosse acrescenta: dores de garganta, no peito, dificuldade em engolir, sensação de sufoco… Mas trata-se de um mal que vem por bem.

Como esclarece este médico, «a tosse começa quando parte das vias aéreas do pulmão ficam inflamadas ou irritadas e é um reflexo básico que procura remover o agente irritante».

A tosse pode ser irritativa (seca) ou produtiva (torácica). «A tosse torácica é a forma do organismo expulsar o muco (viscoso) que surge nos pulmões. E para o expulsar e aliviar a tosse, pode ser necessário fluidificá-lo através da ingestão de fluidos, o que torna a tosse mais “produtiva” (com um muco menos espesso)», sustenta Eduardo Mendes, que distingue:

«Por sua vez, a tosse seca ou irritativa é causada pela inflamação das vias aéreas superiores e pode ser devido a poeiras, corpos estranhos ou a uma infecção da garganta, sem a presença de muco no tórax.»

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