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Recém-nascido: O despertar dos sentidos

20 Novembro, 2009 0

Os sentidos de um recém-nascido vão despertando à medida que ele se acomoda no novo mundo e toma contacto com as imagens, os sons, os sabores e as texturas. Primeiro estranhos, depois familiares e fonte de prazer.

Um bebé pouco parece fazer mais do que dormir, comer, chorar e… sujar fraldas nas primeiras semanas de vida. Pouco ou nada parece aperceber-se do novo mundo que o rodeia, mas na verdade os seus cinco sentidos estão a funcionar e alerta e ele vai captando todos os estímulos – os sons, as luzes, os cheiros… E vai reagindo.

Difícil é saber o que motiva essas reacções, mas elas acontecem de uma forma bem mais complexa do que o escasso tempo de vida deixaria antever.

 

Visão – o fascínio dos rostos

Quando nascem, os bebés vêem apenas formas nubladas, esborratadas, e isto porque a sua capacidade de visão à distância ainda não está plenamente desenvolvida. Mas são capazes de ver um rosto que lhes esteja muito próximo: é por isso que reconhecem facilmente, e antes de tudo, o rosto da mãe ou de outro cuidador habitual – dar de mamar ou o biberão obriga a um contacto visual (e físico) muito estreito, facilitador desta forma de comunicação (e de intimidade).

Mas rapidamente esta limitação é superada e pelos três meses os bebés já são capazes de reconhecer o rosto de qualquer pessoa que se aproxime. Os rostos humanos são, aliás, um dos primeiros motivos de brincadeira dos bebés: basta atentar no modo como reagem perante a sua própria imagem num espelho…

A visão vai assim ganhando definição, mas também contraste: é essa, aliás, a função dos objectos coloridos que habitualmente pendem do berço e dos primeiros brinquedos – ajudam a distinguir a cor (além da forma), por contraste com os tons mais suaves que os bebés têm dificuldade em apreciar.

As cores fortes – o vermelho, o amarelo, o verde e o azul – são, pois, preferíveis às mais discretas. Ao longo dos três primeiros meses de vida, também a coordenação dos olhos vai melhorando: entre o segundo e o terceiro mês, os bebés são já capazes de seguir um objecto num movimento de 180 graus (metade de uma circunferência). Daí o benefício dos “mobiles”, que, além disso, ajudam a despertar a coordenação mão-olho: é que, perante o movimento com cor, os bebés tendema esticar-se para tocar nos objectos.

Uma nova fase ocorre entre os quatro e os sete meses. A interacção dos bebés com o meio ambiente vai aumentando – é ver como estão atentos no carrinho de passeio sempre que saem de casa – e, com ela, a acuidade visual. A pouco e pouco, começam a concentrar-se nas imagens, por exemplo na do brinquedo que agarram. Continuam a ver melhor ao perto, mas já conseguem focar-se em objectos mais distantes, distinguir cores e seguir movimentos, ao mesmo tempo que vão praticando a coordenação entre as mãos e os olhos.

Pode parecer precoce, mas nesta altura os bebés beneficiam, e muito, de novas experiências visuais: há que alargar horizontes, passeando-os por locais diferentes, com estímulos diferentes – o jardim zoológico, por exemplo, é uma boa opção.

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