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Recém-nascido: O despertar dos sentidos

20 Novembro, 2009 0

Pelos oito meses, os bebés já vêem bastante bem e são capazes de se fixar em objectos em movimento rápido. E são já capazes de colocar as suas capacidades motoras em acção para ir ao encontro desses objectos – por exemplo, gatinhar e ir buscar uma bola que rolou para um canto do quarto.

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Até completar um ano, continuam a preferir olhar para os rostos familiares, não se cansando da mesma imagem. E começam já a associar os estímulos visuais a palavras, pelo que aos espaços devem ser atribuídos os respectivos nomes. 

 

Audição – o poder da voz

Inicialmente, os bebés comunicam através dos sons – choram. Para manifestar qualquer desconforto – fome, frio, calor, dor, fralda suja… – ou apenas porque sim, para pedir colo. Além dos sons que assim emitem, os seus preferidos são a voz da mãe (e do pai ou de outra pessoa que deles cuide habitualmente): falar, cantarolar são fundamentais para estabelecer comunicação. E há que aproveitar o balbuciar infantil, repetindo os sons que os bebés emitem e esperando que eles façam outros – é assim que se conversa.

Até aos três meses também apreciam música, pelo que é uma boa ideia proporcionar-lhes o contacto com brinquedos musicais. Apreciam igualmente os sons do quotidiano – os ruídos da casa, os risos dos irmãos ou de outras pessoas.

Mas as vozes continuam a ser fundamentais: nos meses seguintes eles aprendem a distinguir os tons – é por isso que uma voz calma pode fazê-los parar de chorar e um tom mais elevado pode fazê-los sentir que algo está mal. Começam, assim, a reagir ao “não” e a novos sons, como o ladrar de um cão.

Pelo sétimo mês, já reconhecem e respondem ao próprio nome, ao mesmo tempo que tentam imitar sons e dedicam mais tempo à “conversa”. Não devem ser ignorados nestas tentativas, mas sim encorajados o mais possível: é a fala a desenvolver-se.

O leque de sons que os bebés identificam vai-se alargando a pouco e pouco. Ao nono mês já conseguem juntar alguns desses sons e, eventualmente, formar palavras verdadeiras, como “mamã”. E um sinal importante é dado quando reagem a determinadas palavras, quando, por exemplo, lhes perguntam “onde está o pai” e eles olham para o pai ou quando lhes dizem “vai buscar a bola” e eles vão. É sinal de que têm estado atentos…

No final do primeiro ano de vida, é de esperar que reajam a pedidos simples como “diz adeus”, tenham pelo menos uma palavra verdadeira no vocabulário, tentem manter uma conversa, mesmo que seja com “guguda-da”.

 

Cheiro e paladar – quanto mais doce melhor

Estes são dois sentidos intimamente ligados, assumindo-se que os bebés detectam cheiros porque detectam sabores. E em matéria de sabores sabe-se que preferem os doces desde o nascimento, mas a verdade é que nos primeiros meses não há muito a dizer na medida em que o único sabor que conhecem é o do leite, materno ou não.

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