Pesadelos: Pronto... Pronto... - Médicos de Portugal

A carregar...

Pesadelos: Pronto… Pronto…

1 Junho, 2014 0

…já passou! O sonho comanda a vida, mas os pesadelos podem perturbar o equilíbrio da criança durante o sono. Há que saber confortar, restituindo a segurança indispensável para voltar a mergulhar num soninho descansado.

“Um beijo de boa-noite e uma história ouvir”, cantava o Vitinho, ícone de gerações na hora de deitar. Ontem, hoje e sempre, muito desejada é a fada dos sonhos, para dar asas à imaginação e trazer de presente o sono com um planeta colorido. Por vezes, a fada dos sonhos não chega e, em vez dela, os pesadelos tomam conta da noite. Admite-se que cerca de 10 a 50 por cento das crianças em idade pré-escolar tenham pesadelos, que tendem a reduzir a incidência na adolescência e, ainda mais, na idade adulta.

A maioria dos pesadelos acontece durante o sono profundo – designado como sono REM (de Rapid Eye Movement ou Movimento Rápido dos Olhos) – que ocorre em vários ciclos, sendo que a duração de cada um deles vai aumentando progressivamente ao longo da noite, assim o mais provável é que os pesadelos ocorram no último terço da noite, já depois das quatro da madrugada. A criança acorda em sobressalto, assustada e corre, veloz, à procura de conforto. E, frequentemente, recorda as imagens perturbadoras, relatadas com todo o detalhe.

Mas o que provoca os pesadelos? Muitos factores, encabeçados pela ansiedade e a agitação. Isto porque as crianças com algum problema, em casa ou na escola, apresentam maior probabilidade em ter um pesadelo.

Depois, há acontecimentos traumáticos, como uma mudança ou a separação dos pais – que podem atrair sonhos maus – ou até uma notícia mais violenta, um filme ou uma história medonha, com fantasmas ou monstros.

Mas há outros motivos mais triviais, como o comer antes de dormir. Ao ingerirmos alimentos, estamos a fornecer energia adicional ao organismo, acelerando o metabolismo e a actividade cerebral, o que pode desencadear pesadelos.

 

Sustos variados

O sono das crianças pode também ser perturbado por outros eventos particularmente intensos e precoces. São os chamados terrores nocturnos, que se distinguem dos pesadelos por ocorrerem na fase do sono não-REM, cerca de hora e meia depois de adormecer e nem sempre levarem a criança a acordar completamente.

Uma criança com terrores nocturnos grita e fica agitada, podendo mesmo movimentar-se, mas pode continuar a dormir. Transpira e respira mais depressa, parecendo confusa e tende a reagir negativamente aos gestos de tranquilização.

Nestas situações, os pais devem apenas fazer companhia à criança até ela se acalmar e voltar a adormecer, o que pode demorar até 30 minutos. Na manhã seguinte, não se recordará de nada do que se passou.

[Continua na página seguinte]

Quer os pesadelos, quer os terrores nocturnos, não representam um problema quando são ocasionais, ainda que possam influenciar as actividades diurnas da criança, na medida em que lhe perturbam o sono. E uma criança que não dorme o suficiente – em quantidade e qualidade – tem mais dificuldade em concentrar-se nas suas tarefas, em particular nas escolares.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.