Palavras difíceis - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

Palavras difíceis

7 Agosto, 2009 0

Como saber então quando é que há atraso na fala? Os especialistas identificaram alguns sinais de alerta a que os pais devem estar atentos. Assim, um bebé que não responda aos sons ou que não vocalize deve merecer uma atenção particular, o mesmo acontecendo se, aos 12 meses, a criança não usar gestos para comunicar (como apontar e dizer “adeus”), se pelos 18 meses preferir os gestos às vocalizações e se, nesta mesma idade, tiver dificuldade em repetir sons.

[Continua na página seguinte]

Numa criança a partir dos dois anos, pode haver atraso se ela não produzir palavras ou frases espontaneamente, se usar apenas alguns sons ou palavras repetidamente, se usar a linguagem oral só para comunicar as suas necessidades mais imediatas, se não seguir instruções simples, se tiver um som de voz invulgar (arrastado ou nasalado). 

 

Causas há muitas

São muitas e variadas as causas possíveis de um atraso na fala. Raramente fica a dever-se a deficiências na cavidade oral, na língua ou no palato, por exemplo, mas pode haver dificuldade em utilizar os órgãos envolvidos na fala para produzir sons, devido a uma deficiente comunicação nas áreas do cérebro responsáveis pela fala. Quando isso acontece pode haver também dificuldades na deglutição.

Outra causa possível é auditiva – uma criança que tenha dificuldade em ouvir pode ter igualmente dificuldade em compreender e usar a linguagem. A perda auditiva pode, por exemplo, ser o resultado de infecções repetidas do ouvido (otites).

Há, naturalmente, causas associadas a deficiência mental ou doenças como a paralisia cerebral e o autismo. Mas também as há relacionadas com o ambiente em que a criança vive: a falta de estímulo induz, com frequência, atrasos na fala e na linguagem.

É o que acontece quando a criança passa muito tempo com adultos ou quando eles conversam pouco com a criança, mas também quando, em vez de incentivarem a comunicação oral, se antecipam aos desejos da criança, satisfazendoos sem que ela tenha necessidade de os expressar.

A comunicação com as crianças é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e da fala. Os adultos que com ela privam devem pronunciar as palavras correctamente, evitando falar “à bebé”, aproveitando todos os momentos para a estimular – o banho, as refeições, as brincadeiras…

Perante as dúvidas, a opção mais segura é sempre consultar o pediatra, que, se necessário, encaminhará para um especialista. Na avaliação, o médico verifica o que a criança percebe, o que ela consegue dizer, outras formas de comunicação (apontar, abanar a cabeça, por exemplo) e as capacidades orais-motoras (como se articulam a boca, a língua, o palato para formar sons mas também para mastigar e engolir os alimentos).

O tratamento depende, naturalmente, da causa identificada, podendo, ou não, passar pela chamada terapia da fala, sessões em que o terapeuta estimula e desenvolve as capacidades de linguagem e fala da criança.

Paralelamente, há trabalho que os pais podem desenvolver em casa. Passando tempo com a criança, incentivando-a a repetir sons e gestos, usando as situações do dia-a-dia para a familiarizar com novas palavras, encorajando-a a manifestar os seus desejos verbalmente.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.