Nutrição no idoso: Alimente esta ideia
Segundo o especialista, “uma nutrição adequada amplifica a longevidade, já que tem um carácter preventivo para vários doenças”. Simultaneamente, “melhora a capacidade de resposta ao stress e à doença, proporcionando uma melhor qualidade de vida”, indica.
O Parlamento Europeu apresentou, em 2008, duas resoluções no combate à desnutrição e à obesidade. Aliás, estes problemas alimentares, no âmbito da estratégia da saúde da União Europeia entre 2008 e 2013, deverão ter um cariz prioritário. António Messias lamenta, no entanto, que, apesar de ter sido criada uma plataforma nacional de luta contra a obesidade, ainda “não tenham sido dados os passos para travar a desnutrição”.
Para o especialista em Medicina Interna e Cuidados Intensivos, a solução passaria pela criação de um Plano Nacional de Luta contra a Desnutrição. Só assim, diz, “haveria um enquadramento legal e, consequentemente, uma melhor definição dos intervenientes e possibilidades de junção de meios e recursos”.
“É muito importante sensibilizar a sociedade e os profissionais de saúde para o problema da desnutrição no idoso. O cálculo do risco nutricional deveria fazer parte da avaliação de saúde de todos os seniores”, considera. “Deverá, para isso, ser colmatada a carência de profissionais de nutrição nos serviços de saúde. Mas, também, tem de haver um enquadramento legal e uma comparticipação, em ambulatório, de alguns produtos na área da nutrição”, acrescenta.
Faça as contas
Se não sabe se o peso que tem está dentro da média, a fórmula é simples: “Através do índice de massa corporal (IMC), o idoso pode ter uma ideia aproximada do seu estado nutricional. Para calcular, basta dividir o peso pelo quadrado da altura (em metros)”, explica António Messias.
“No idoso, considera-se peso baixo quando o IMC é inferior a 24. Mas é importante perceber se houve uma perda de peso não intencional ou uma redução significativa da quantidade de alimentação ingerida. De qualquer modo, para uma avaliação mais rigorosa do estado nutricional, o idoso deve recorrer aos serviços de saúde, os quais deverão ter cada vez mais atenção às questões relacionadas com a nutrição.”
Contudo, para quem quer estar na linha, sem perder peso, as primeiras medidas começam à mesa de casa: “A alimentação deve ser equilibrada e ajustada à faixa etária, às situações de doença e toma de medicação.” O sénior deve ter “seis refeições por dia: duas principais e quatro intercalares”.
Os alimentos devem ser variados, evitando, tanto quanto possível, a ingestão do sal e da gordura. Pelo contrário, podem usar e abusar da ingestão de vegetais. “De um modo geral, devem ingerir mais de um litro de água por dia, com especial atenção no período do Verão. Ocasionalmente, podem necessitar de suplementação alimentar ou nutricional, nomeadamente ferro e algumas vitaminas.”
Jornal do Centro de Saúde
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