Menopausa : Olhar de frente para o diagnóstico
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Alimentação adequada
Durante a menopausa, deve ter em conta algumas necessidades especiais. “Comece por uma boa hidratação, através da adequada ingestão de água, chás ou tisanas”, conforme recomenda Nuno Nunes. As sopas constituem formas agradáveis de ingerir água, legumes e fibras em simultâneo.
Por outro lado, nesta fase da vida, deixa de haver produção hormonal normal e essa carência vai fazer com que haja uma perda de massa óssea acelerada. “É fundamental não esquecer a ingestão de alimentos ricos em cálcio, ideais para o combate da osteoporose”.
Nuno Nunes garante que, em relação à menopausa, “já existem alguns estudos interessantes sobre alguns alimentos que devem ser ingeridos nesta fase. Por exemplo, os brócolos, os rebentos de soja e o tofu. Estes produtos são ricos em fitoestrogénios e compostos por uma estrutura química muito semelhante aos estrogénios femininos e vão diminuir o impacto negativo da sua falta e essa transição é mais pacífica”.
A osteoporose pós-menopáusica
“A menopausa é a principal causa do aparecimento da osteoporose na mulher porque a perda de estrogénios provoca o aumento de perda óssea. Progressivamente, o osso vai-se deteriorando”. Quem o afirma é o Dr. Augusto Faustino, reumatologista e vice-presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.
A osteoporose pós-menopáusica é a mais frequente e a que justifica todas as intervenções farmacológicas. No entanto, “pode prevenir-se de duas maneiras: em primeiro lugar, todas as mulheres devem continuar a fazer a terapia hormonal de substituição para travar e compensar a perda de massa óssea, desde que tal seja considerado seguro após uma avaliação médica realizada para o efeito.
Depois, há que identificar as mulheres que tenham factores de risco para a osteoporose pois a probabilidade de virem a ter fragilidade óssea e eventuais fracturas mais tarde está aumentada”. Nesses casos, deve procurar-se quem tem indicação para fazer o exame que define, de forma fidedigna, o diagnóstico – a densitometria.
Quando se deve realizar a densitometria óssea?
A primeira desintometria obrigatória deve ser realizada a partir dos 65 anos. “Antes disso, se a mulher apresentar factores de risco que o justifiquem, há que avançar com o pedido de exame.
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Hoje em dia, existe um instrumento interessante que está à disposição da nossa actividade clínica (o FRAX) que consiste num cálculo baseado em questões, disponível na internet. Introduzem-se os dados da doente através de dez perguntas, avaliam-se os factores de risco e se os indicadores forem muito altos, os médicos podem solicitar de imediato a densitometria.
As duas formas de diagnosticar (apenas com avaliação de factores de risco clínicos, ou com a associação a estes de um valor de massa óssea do colo do fémur) calculam com exactidão o risco de vir a ter nos 10 anos seguintes uma fractura de colo do fémur ou uma fractura osteoporótica major (punho, corpos vertebrais ou humero)”, confirma o reumatologista.
Tratar sem dramatizar!
As mulheres devem compreender que as terapêuticas são essenciais para uma melhor tolerância da menopausa e, em certos casos, da osteoporose menopáusica. “Há que desmistificar a ideia de que a terapia hormonal de substituição aumenta o risco da mulher vir a sofrer de cancro de endométrio ou da mama.

