Incontinência: Pingos involuntários
• Idade: À medida que envelhecemos, os músculos da bexiga e da uretra perdem elasticidade. No entanto, envelhecer não significa necessariamente que se venha a ter incontinência.
• Excesso de peso: A obesidade e o excesso de peso aumentam a pressão sobre os músculos da bexiga, enfraquecendo-os e permitindo a perda de urina quando se tosse ou espirra.
• Fumar: A tosse crónica associada ao tabagismo pode causar episódios de incontinência ou agravar a doença. A tosse constante coloca muita pressão sobre o esfíncter urinário, levando à incontinência de esforço. Fumar também aumenta o risco de bexiga hiperativa, causando contracções da bexiga.
• Outras doenças: Doenças renais ou diabetes aumentam o risco de sofrer de incontinência urinária.
O tratamento existe
O tratamento da incontinência urinária depende do tipo de incontinência que se tem mas pode ser feito com fisioterapia, exercícios específicos para os músculos do pavimento pélvico (exercícios de kegel), medicamentos e, em alguns casos, cirurgia.
A fisioterapia é bastante aconselhada para o tratamento da incontinência urinária pois pode tratar os três tipos. A duração do tratamento vai depender da gravidade da incontinência e da colaboração do doente, pois é necessário realizar exercícios várias vezes ao dia para conseguir atingir a cura da doença.
O tratamento cirúrgico desempenha um papel preponderante na incontinência urinária de esforço, tanto na mulher, como no homem. A cura da incontinência urinária de esforço é possível em cerca de 90% dos casos.
Na incontinência urinária por imperiosidade, a taxa de sucesso dos anticolinérgicos ou antimuscarínicos (tratamento de primeira linha, cuja ação estabiliza o músculo vesical – o detrusor – inibindo a sua contracção involuntária) situa-se nos 80%.
As alterações comportamentais necessárias, principalmente na incontinência por imperiosidade, passam por um controlo da ingestão de líquidos e a exclusão de alimentos irritantes para a bexiga, como por exemplo a cafeína, bebidas gaseificadas, álcool comida picante e condimentos.
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Sabia que…
• Estudos realizados na população portuguesa apontam para a existência de cerca de 600 mil incontinentes nos diferentes segmentos etários.
• Entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de incontinência urinária é aproximadamente de 3 mulheres para cada homem.
• 50% das pessoas institucionalizadas sofrem de incontinência urinária.
• Apenas 10% dos doentes recorrem ao médico e fazem tratamento farmacológico adequado.
• A taxa de cura da incontinência de esforço é de 90%.
Os dados são da Associação Portuguesa de Urologia.
Exercite os músculos
Criados pelo ginecologista Arnold Kegel, estes exercícios são muito úteis para quem sofre de incontinência urinária e são considerados a melhor forma de prevenção. O objectivo dos exercícios de Kegel é fortalecer os músculos pélvicos, melhorando também a função dos esfíncteres da uretra e recto.
Também podem melhorar o desempenho nas relações sexuais.
Para fazer os exercícios de Kegel de forma correcta, esvazie a bexiga e contraia os músculos pélvicos, conte até 10 e a seguir relaxe os músculos completamente, contando até 15 novamente para relaxar.

