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Preservar as células do cordão umbilical

23 Abril, 2007 0

Como um seguro de vida biológico, a criopreservação de células estaminais adultas da medula óssea pode, se não garantir uma solução terapêutica, pelo menos aumentar a esperança de vida do doente e ganhar tempo na busca de um dador compatível.

É ainda desconhecido o poder terapêutico que estas células poderão ter no futuro, sabe-se contudo que é nestes tratamentos que reside a esperança de encontrar solução para doenças crónicas até agora incuráveis. «Não podemos prometer o que ainda não está comprovado, mas os resultados dos estudos clínicos até agora realizados, levam-nos a crer que num futuro não muito longínquo, teremos novidades nesta área», explica o Doutor Pedro Cruz.

Compatibilidade garantida

Ao receber as suas próprias células estaminais, o doente elimina qualquer risco de rejeição e garante um nível máximo de compatibilidade dado que células que está a receber são provenientes do seu organismo.

«Este método assegura 100% de histocompatibilidade e 0% de risco de rejeição. São os chamados transplantes autólogos, em que o dador e o receptor são a mesma pessoa» sustenta Hélder Cruz.
Actualmente, as terapias com células estaminais são aplicadas em portadores de doenças hematológicas, auto-imunes e metabólicas, tumores, doenças reumáticas, entre outras.

Aplicações da terapia celular

A Cytothera, companhia portuguesa de Investigação e Serviços em Biotecnologia Clínica, do grupo Medinfar, dedica-se à terapia celular, um mundo ainda pouco explorado, mas com um grande potencial para combater algumas das doenças que mais preocupam as sociedades actuais.

«Actuamos em duas áreas distintas, sendo elas a colheita e preservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical e a colheita, processamento e aplicação de células estaminais colhidas da medula óssea dos doentes», explica a Dr.ª Sílvia Matos, directora da empresa de biotecnologia. Para a colheita e preservação das células do sangue do cordão umbilical a empresa de biotecnologia fará a divulgação da sua técnica junto de ginecologistas, obstetras, pediatras e médicos de família. «O trabalho de processamento e armazenamento será feito nas instalações da empresa, e as células ficarão guardadas em Portugal. Em relação à segunda área de actuação, isto é, a colheita de amostras da medula óssea, trabalhamos em parceria com uma empresa holandesa (Cells4Health) que se encarrega da parte do processamento das amostras», continua. Inicialmente estas terapias celulares incluirão o tratamento de patologias como o enfarte do miocárdio e a insuficiência cardíaca, as doenças vasculares periféricas, os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e as lesões da espinal-medula (doentes paraplégicos e tetraplégicos). Segundo Sílvia Matos, «no futuro, e de acordo com os resultados de novas investigações e com as evoluções científicas, pretendemos incluir terapias celulares para o cancro, lesões das cartilagens, diabetes, entre outras».

A directora da Cytothera adianta ainda que «a Medinfar tem por missão trabalhar para a melhoria contínua da qualidade de vida das pessoas, desenvolvendo e disponibilizando soluções na área das ciências da vida, garantindo a satisfação de clientes, colaboradores, accionistas e sociedade em geral».

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