Gravidez: Vómitos sem tréguas
Desta forma, restauram-se os níveis de líquidos, vitaminas e minerais. A intervenção médica pode ainda envolver a prescrição de medicamentos, nomeadamente anti-eméticos e anti-refluxo (para controlar os vómitos).
Porém, a administração de fármacos requer uma avaliação prévia da relação risco-benefício, uma vez que alguns não são aconselhados e outros são até interditos durante a gravidez. Por razões de segurança, a grávida não deve, pois, tomar a iniciativa de se medicar.
Tratar a hiperemese gravídica pode ser complexo, mas é fundamental actuar precocemente de modo a evitar complicações. É que náuseas e vómitos extremos resultam, com frequência, em desnutrição e malnutrição, mas também podem potenciar danos no sistema digestivo, nomeadamente no fígado. Existe ainda um risco acrescido de parto prematuro, estando a ser estudadas as eventuais consequências para o bebé decorrentes do estado de desnutrição da mãe.
Certo é que, apesar de pouco frequente e pouco conhecida, esta condição existe e tem um impacto individual, familiar e social. A mulher sofre triplamente, a nível físico, psicológico e relacional. Um sofrimento que não é fácil de prevenir, mas que se pode gerir desde que haja uma intervenção atempada. Para uma gravidez o mais confortável e tranquila possível.
Há mal-estar e há hiperemese…
O mal-estar matinal associado à gravidez e a hiperemese gravídica têm em comum as náuseas e os vómitos. Mas são as únicas semelhanças, porque se trata de condições com uma gravidade bastante diferente:
• As náuseas matinais apenas ocasionalmente são acompanhadas de vómitos, mas as da hiperemese desencadeiam vómitos quase automáticos e severos;
• No mal-estar matinal, as náuseas desaparecem pelo primeiro trimestre, na hipemerese mantêm-se até ao fim;
• Os vómitos da hiperemese causam desidratação, os do mal-estar matinal não;
• Os vómitos do mal-estar matinal não impedem a ingestão de alimentos, mas na hiperemese há o risco de desnutrição por não se conseguir manter a comida no estômago.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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