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Gravidez: Será que…

13 Junho, 2013 0

A maternidade é intrínseca à condição feminina. Ontem, uma obrigação; hoje, uma opção. Sempre, um momento único, marcante, revolucionário, inquietante e fascinante. Dúvidas, angústias, ansiedades e receios tomam conta de todas as futuras mães.

“Será que estou grávida?” torna–se a primeira dúvida, quando começa a atrasar o ciclo menstrual. Sobretudo se houve relações sexuais sem qualquer método contraceptivo. Mas a verdade é que o êxito do encontro de um espermatozóide com um óvulo tem uma probabilidade de 25%. Para que se consume a gravidez, concorrem outros factores, como o timming da fertilidade – normalmente entre os três dias que antecedem e os três dias que se sucedem à ovulação.

A gravidez reflecte-se rapidamente no tamanho e consistência das glândulas mamárias e nos primeiros sinais de desconforto (náuseas, vómitos, fadiga, maior frequência urinária, mais sensibilidade a estímulos como os cheiros). Mas há que confirmá-la através de um teste à urina, à distância de uma farmácia. Estes testes identificam na urina a hormona gonadotrofina coriónica (HGC), cuja quantidade se encontra aumentada nas primeiras semanas de gestação.

Hoje em dia existem disponíveis, na farmácia, testes que permitem a detecção da gravidez assim que ocorre a falta da menstruação, contudo podem sempre ocorrer resultados falsos negativos, uma vez que nos primeiros dias de gravidez a concentração desta hormona poderá não ser suficiente para ser detectada. Quando assim é, recomenda-se a repetição do teste, aproximadamente uma semana depois, caso a menstruação não ocorra. Mas, se a confirmação chegar com toda a segurança, e o “diagnóstico” for uma gravidez, o passo seguinte é mesmo a “tal” consulta no ginecologista, que cuidará da mãe e do filho durante os nove meses seguintes.

Os nove meses de emoções e inúmeras transformações que envolvem a mulher grávida devem ser vividos de uma forma saudável, minimizando os incómodos e optimizando a nutrição, com várias refeições diárias, alternando os diversos nutrientes de que o feto necessita: hidratos de carbono, proteínas, vitaminas e sais minerais.

Às seis semanas, o coração do bebé começa a bater, formam-se os cotos que darão lugar aos braços e pernas, a cabeça vai ganhando forma e nela suaves cavidades marcam já o lugar que irá ser dos olhos.

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E à oitava semana, os dedos dos pés e das mãos já se conseguem discernir e as orelhas, os braços, as pernas e a coluna vertebral iniciaram já o seu processo de solidificação. E quando se avança para a primeira ecografia, lá pelas 12 semanas, o feto cresceu, ganhou peso e começa a chuchar no dedo.

Se no primeiro trimestre, as náuseas podem abundar, no segundo poderá sentir uma maior vontade em urinar e um desconforto abdominal, decorrente da distensão dos músculos da barriga. É o corpo a arrumar-se internamente para arranjar mais espaço para o bebé. Entre a 16.ª e 22.ª semanas pode começar a sentir os primeiros pontapés.

Às 24 semanas, o feto já tem soluços. E pela 34.ª semana, os pulmões começam a produzir uma substância, o surfactante, que lhe permitirá respirar. No último mês, o bebé cresce, em média, 28 gramas por dia. E vai dando sinais da sua vitalidade e energia através dos fortes “pontapés”, dados indistintamente com braços e pernas e que se denunciam nas saliências que emergem no arredondado da barriga materna.

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