Coração: Prevenir para não remediar
A hipertensão, o colesterol, a diabetes e o excesso de peso são os principais factores de risco das doenças cardiovasculares. Neste mês, que é do coração, conheça cada um desses factores e saiba como prevenir o seu aparecimento.
De acordo com a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em Portugal, em 2012, ocorreram 23 mil mortes devidas a doenças cardiovasculares, das quais 16 mil por acidente vascular cerebral e 7 mil por enfarte do miocárdio. Existem diferentes factores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Na generalidade, podemos distinguir entre factores de risco não-modificáveis – tais como a idade avançada e o historial clínico familiar – e factores modificáveis, sobre os quais é possível intervir.
Segundo o Programa Nacional de Prevenção e Doenças Cardiovasculares da Direcção-Geral da Saúde, Portugal é o país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade por AVC, favorecida pela alta prevalência da hipertensão arterial (por sua vez, insuficientemente diagnosticada e tratada) pelo desvirtuamento da dieta mediterrânica e pelo tabagismo.
Para além da hipertensão, o colesterol elevado, a diabetes e o excesso de peso são outros factores de risco que podem ser prevenidos, contribuindo assim, para a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
Hipertensão
“Dia Mundial da Saúde 2013: medir a pressão arterial, reduzir o risco” foi o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde para assinalar esta efeméride no passado dia 7 de Abril. A escolha não foi feita ao acaso: é que a hipertensão é o principal factor de risco para as doenças cardiovasculares, causando todos os anos mais de nove milhões de mortes a nível mundial.
O diagnóstico pode ser simples, para isso é necessário medir a pressão arterial regularmente. Em caso de hipertensão arterial, o médico irá prescrever o tratamento mais adequado, devendo o doente cumpri-lo com rigor. Ao mesmo tempo, há que adoptar cuidados que se enquadram num estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, sobretudo sem excesso de sal, prática regular de actividade física, ausência de hábitos tabágicos e de consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A hipertensão afecta 42,2 por cento da população portuguesa e caracteriza-se por não ter sintomas associados.
Pode progredir silenciosamente e ter consequências graves, contudo é possível travá-la com o diagnóstico atempado e consequente controlo da doença. Só desta forma se podem prevenir as complicações associadas, como as doenças cardiovasculares.
[Continua na página seguinte]
Colesterol elevado
Segundo dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, 70 por cento da população portuguesa tem colesterol elevado. Tal como a hipertensão, é uma doença que progride sem sintomas evidentes. É o próprio organismo que produz grande parte do colesterol. O restante deriva da alimentação, por isso tende a aumentar com uma alimentação rica em gorduras. Existem dois tipos principais de colesterol, relacionados com as lipoproteínas responsáveis pelo seu transporte na corrente sanguínea.
O colesterol transportado pelas lipoproteínas de alta densidade (HDL) é habitualmente chamado “bom colesterol” pois contribui para a sua eliminação da corrente sanguínea, reduzindo o risco de doença cardiovascular.

