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Células estaminais, no cordão da vida

13 Novembro, 2008 0

Acontece que, em Portugal, esta medida ainda não passou do papel, mesmo tendo já sido apresentada uma proposta.

 

O que são células estaminais

Por serem imaturas e indiferenciadas, as células estaminais têm a capacidade de reconstruírem funcionalmente qualquer tecido in vivo. Há, no entanto, três classificações de células estaminais, de acordo com o seu potencial de diferenciação:

– Células estaminais embrionárias (no topo da hierarquia): fazem parte do “botão embrionário” e são consideradas “pluripotentes”, porque, devido à sua plasticidade, conseguem dar origem a qualquer tipo de tecidos. A utilização destas células envolve, contudo, questões ético-legais;

– Células estaminais do sangue do cordão umbilical: tecido líquido que se obtém do cordão umbilical por um processo de centrifugação. As células de interesse são colhidas, depois quantificadas e, posteriormente, criopreservadas em azoto líquido no período de 25 anos (o tempo máximo, até agora testado, que garante a qualidade deste material biológico). Estas células, pertencentes à linhagem hematopoiética, conseguem-se diferenciar em qualquer célula do foro sanguíneo;

– Células estaminais adultas: existem nichos destas células em alguns órgãos do adulto. Contudo, por já serem parcialmente diferenciadas, só conseguem originar um conjunto restrito de tecidos específicos.

Embora não sejam um seguro biológico contra todas as doenças, permitem oferecer a cura em dezenas de situações patológicas do foro sanguíneo, nomeadamente as leucemias, os linfomas, as anemias, entre outras.

“As células estaminais do sangue do cordão umbilical têm um potencial de diferenciação em qualquer tipo de células da linhagem hematopoiética [sanguínea]” José Belo

Jornal do Centro de Saúde

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