Aborto espontâneo: Gravidez interrompida
Numa gestação mais avançada pode ser necessário recorrer à cirurgia para remover o tecido e reparar a trompa. Nos casos mais severos, em que os danos são profundos, pode ser necessário extirpar toda a trompa.
Uma gravidez ectópica não inviabiliza uma gravidez posterior, ainda que diminua as probabilidades. E essa diminuição depende da extensão dos danos. Sendo que se mantém o risco de uma segunda gravidez fora do lugar.
União imperfeita
É um erro genético no processo de fertilização – quando o óvulo e o espermatozóide se juntam – que está na origem da gravidez molar (mola hidatiforme), uma anomalia da placenta também designada por doença trofoblástica gestacional.
Devido a esse erro genético, verifica-se o crescimento anormal de tecido no útero – são aglomerados de vesículas com a aparência de bagos de uvas pequenas.
Consideram-se dois tipos de gravidez molar – completa, quando o espermatozóide fertiliza um óvulo vazio e se formam apenas partes da placenta, mas não um embrião, ou incompleta (mais rara), quando a massa de tecido envolve tanto células anormais como um embrião defeituoso.
Esta é uma gravidez que apresenta os mesmos sintomas de qualquer outra – um período em falta e náuseas, por exemplo. Mas apresenta outros, tais como pré-eclampsia (pressão arterial elevada).
A suspeita de que algo corre mal provém das hemorragias vaginais, sendo confirmada quando na ecografia não se detectam movimentos fetais nem batimentos cardíacos.
Espontaneamente, o corpo acaba por rejeitar o tecido molar, podendo, ou não, ser necessária uma curetagem. A saúde da mulher requer vigilância durante alguns meses.
Também aqui existe possibilidade de voltar a engravidar, mas é aconselhado um intervalo de um ano após uma gravidez molar.
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