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Gémeos: Cuidados a dobrar…pelo menos

24 Fevereiro, 2014 0

Náuseas, vómitos e fadiga tendem a ser mais intensos, tais como as dores abdominais, a falta de ar e a pressão sobre o osso púbico.

Hipertensão arterial, pré-eclampsia (pressão elevada combinada com a existência de proteínas na urina) e diabetes gestacional são complicações possíveis e que carecem de um rigoroso acompanhamento, porque podem constituir um perigo para a saúde dos fetos e da própria mãe.

Qualquer gravidez implica cuidados pré-natais, de modo a que tanto a mãe como o bebé se mantenham saudáveis ao longo dos nove meses.

Uma gravidez múltipla torna estes cuidados mais importantes ainda: a alimentação correcta, enfatizando alguns nutrientes (sem duplicar…), como o ácido fólico, o cálcio, o ferro e as proteínas.  o ácido fólico é fundamental, particularmente nos primeiros três meses, para prevenir o risco de defeitos do tubo neural, como a espinha bífida, sendo tomado sob a forma de suplemento habitualmente prescrito pelo médico obstetra. Quanto ao cálcio pode ser obtido através de alimentos como o leite, os brócolos e as sardinhas entre outros, assim se beneficiando o desenvolvimento ósseo dos bebés.

Já o ferro é necessário para a hemoglobina, a substância das células vermelhas do sangue que transporta o oxigénio até aos tecidos: sem ele, pode surgir anemia, causa de perda de apetite e de fadiga acentuada durante a gravidez, bem como de menor fornecimento de oxigénio aos fetos.

No que diz respeito às proteínas, elas são essenciais para a construção dos tecidos e para a regulação das reacções químicas envolvidas no crescimento, pelo que a sua ingestão não pode ser descurada.

É natural que haja um aumento de peso superior, mas convém evitar engordar demasiado, a bem do parto e da própria recuperação.

O regresso a casa com gémeos, principalmente nos primeiros tempos, é uma verdadeira prova de fogo. Afinal, tudo leva o sinal da multiplicação: refeições, fraldas, banhos, choro…

Mas, com o tempo, o desafio é mesmo o transporte e a criação de relações individualizadas, promovendo personalidades autónomas. Porque podem ser iguais na aparência, mas a identidade é sempre única.

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E o parto?

A média de uma gravidez encontra-se nas 40 semanas, considerando-se um intervalo de duas semanas antes (às 38 semanas) e depois (às 42 semanas). Mas numa gravidez de gémeos a prematuridade é comum, sendo frequente que o trabalho de parto comece entre as 35 e as 37 semanas. nesse caso o objectivo passa por retardar o parto, através do controlo das contracções, com a ajuda de medicamentos, para assegurar a maturidade dos pulmões dos fetos.

Quando tal não é possível o parto por cesariana é frequente. Esta é, mesmo, a opção mais segura, até porque a probabilidade de todos os irmãos estarem na posição certa para um parto vaginal é rara. Porém, quando o parto vaginal é possível, é bem mais fácil do que num único bebé, uma vez que os gémeos são, regra geral, mais pequenos. o problema dá-se quando a existência de mais do que um feto num único espaço conduz a pressão sobre a placenta ou sobre o cordão umbilical de um dos bebés.

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