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Atenção aos sentidos!

23 Fevereiro, 2014 0

É natural que com o envelhecimento os nossos “cinco sentidos” comecem a dar sinais do passar do tempo, revelando algumas fragilidades. O que é preciso é estar atento e procurar ajuda médica em caso de alterações. Para tal, sempre que possível, devem ser realizados exames de rotina.

Todos nós conhecemos ou ouvimos histórias de pessoas que chegaram à terceira idade “sãs como um pêro”.

São pessoas por quem os anos parecem não passar, muito embora apresentem na pele as rugas que denunciam a idade e nos cabelos a cor branca que não deixa dúvidas. São, no entanto, pessoas que se mantêm activas e que contrariam, de certa forma, a ideia de que com o envelhecimento os problemas de saúde se multiplicam.

Envelhecer não é, de facto, sinónimo de doença, apesar da idade aumentar a probabilidade de se ter alguma patologia. O que também aumenta é a probabilidade de os “cinco sentidos” se tornarem mais frágeis: problemas de visão e de audição, por exemplo, tornam-se mais frequentes.

 

“Os meus olhos já não são o que eram….”

Este é um comentário que se ouve com frequência entre as pessoas mais idosas, quando ler as legendas do programa preferido de televisão se torna cada vez mais difícil ou quando focar as letras de uma revista ou de um jornal obriga a aproximar as páginas aos olhos.

O que acontece é que há alterações físicas associadas ao envelhecimento que podem provocar uma perda gradual da visão. É por isso que, em geral, as pessoas mais idosas precisam de luz mais forte para ler, cozinhar, costurar ou jogar às cartas. É por isso também que têm tendência a ver televisão mais perto.

Para esta diminuição da visão podem contribuir algumas doenças, nomeadamente a diabetes e a hipertensão.

Há ainda algumas doenças dos olhos que se tornam mais comuns com a idade, como as cataratas e o glaucoma.

São, no entanto, alterações que podem ser prevenidas e algumas até curadas, pelo que é importante fazer exames oftalmológicos com regularidade:

se possível, depois dos 65 anos, fazer uma vigilância oftalmológica de dois em dois anos, para detectar e tratar a tempo alguns desses problemas.

[Continua na página seguinte]

É igualmente importante ir ao médico se existirem alterações na visão, por exemplo, se a visão se enevoar de repente, se começar a ver duas imagens, se os olhos ficarem vermelhos ou inchados ou se notar um aumento das secreções.

Quando a capacidade de visão é reduzida não é necessário abdicar das actividades que dão prazer, há é que adaptar comportamentos: assim, para ler aproveite ao máximo a luz natural, aproxime-se das janelas, não feche as cortinas. Quando precisar de luz artificial, não use lâmpadas de baixa voltagem e coloque-as de forma a não encadearem.

Para aumentar o tamanho das letras, se necessário, faça da lupa uma amiga fiel. E aproxime-se bem dos objectos que vai ver.

 

“Repita, se faz favor”

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