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Envelhecimento é perda de energia…

1 Fevereiro, 2010 0

Actualmente o quotidiano oferece-nos cada vez mais mas, em contrapartida, também exige de nós cada vez mais: a poluição ambiental, a pressão laboral, prazos, stress no trabalho, na escola, no trânsito e até nos momentos de lazer, provocam um grande impacte negativo na nossa saúde.

Para fazer face a todas estas exigências, são necessárias enormes quantidades de energia, que um organismo saudável e jovem fornece sob a forma de ATP (Adenosina Trifosfato). Por sua vez, a correcta produção de ATP pelo organismo, depende em muito da disponibilidade de NADH (Nicotinamida Adenina Dinucleótido Hidreto).

NADH, também denominada coenzima 1, é um composto natural muito importante que se encontra em todas as células vivas. NADH é facilitadora de inúmeras reacções biológicas, sendo responsável pela energia do nosso organismo, reforça o sistema imunitário, protege as células de lesões e melhora a memória.

No entanto, à medida que envelhecemos, os níveis de NADH e de energia nas nossas células decrescem.

Por outras palavras, o envelhecimento é perda de energia. Quando os níveis de energia celular decrescem abaixo de determinado ponto, as células do nosso corpo começam a deteriorar-se lentamente e os tecidos a degenerarem. Inversamente, com mais energia as células trabalham e vivem mais.

Este processo é particularmente notório a nível do cérebro, que pesando apenas cerca de 2% do peso do corpo, sabe-se que consome mais de 20% da energia total produzida pelo organismo, compreendendo-se portanto, que perante solicitações mais intensas e prolongadas o desempenho intelectual seja afectado, traduzindo-se por falhas de memória, dificuldades de concentração e a diminuição da rapidez de raciocínio.

Assim, o paralelismo existente entre as dificuldades a nível intelectual atrás descritas, e o processo de envelhecimento, não é apenas uma coincidência.

Com o objectivo de prevenir doenças relacionadas com o envelhecimento, foi com naturalidade, mas também com alguma controvérsia que surgiu o Anti-envelhecimento.

Por um lado, abrange uma variedade desconcertante de terapias e produtos que inicialmente surgiram no mundo dos cosméticos, spas e paramedicina.

Por outro, existe também um ramo da medicina anti-envelhecimento, baseado na evidência científica. Partindo de teorias estabelecidas para os mecanismos que estão subjacentes ao processo de envelhecimento, este ramo da medicina anti-envelhecimento propõe opções de tratamento dirigidas a estes mecanismos.

Dentre as que poderiam ser enunciadas, a mais importante teoria do envelhecimento continua a ser a do stress oxidativo.

[Continua na página seguinte]

Em 1950, Denam Harman descobriu que um grupo de moléculas particularmente agressivas, designadas como radicais livres, desempenhavam um papel chave no processo de envelhecimento. Estas moléculas encontram-se num estado instável, o que as torna reactivas.

Como substâncias oxidativas, atacam certas estruturas das células, em particular a integridade das membranas celulares comprometendo a sua permeabilidade.

Esta situação pode conduzir à morte celular. Os radicais livres podem também danificar muitas enzimas que ficam inactivas através da oxidação.

Finalmente, os radicais livres podem causar mutações no ADN das células com eventuais consequências na génese de alguns cancros.

Os radicais livres provêem de factores externos como as radiações ultra-violeta, toxinas ou fumo do tabaco, no entanto, cerca de 80% dos radicais livres do nosso corpo resultam da produção de energia no próprio organismo. Por conseguinte, a investigação focou-se nas mitocôndrias, ou seja a “central eléctrica” das células. Mas também a mitocôndria está sujeita ao processo de envelhecimento, pelo que progressivamente vão produzindo menos energia e mais radicais livres.

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