Discutir a menopausa
É, no entanto, de salientar que nem todas as mulheres podem fazer uma terapêutica hormonal.
A este respeito, Ana Fatela informa que «mulheres com cancros hormonodependentes, como por exemplo o cancro da mama e alguns cancros do útero, não podem fazer um tratamento deste género, assim como mulheres com antecedentes de embolias pulmonares ou de tromboses venosas, mulheres com doenças cardíacas graves ou mal controladas e com doenças hepáticas activas».
Deste modo, existem opções terapêuticas, tais como os fitoestrigénios, os bifosfonados ou o raloxifeno.
Relativamente aos fitoestrigénios, a ginecologista refere que «não existem trabalhos que comprovem a sua eficácia no tratamento da sintomatologia vasomotora, na prevenção da osteoporose e na instabilidade neurovegetativa. São apenas uma alternativa, não uma primeira opção».
«O raloxifeno é indicado na prevenção e tratamento da osteoporose da coluna.
A sua indicação está reforçada nas mulheres de maior risco de cancro da mama. Os bifosfonados são recomendados no tratamento da osteoporose, principalmente quando já há osteoporose do colo do fémur», diz Ana Fatela.
20 Outubro, Dia Mundial da Osteoporose
Após a menopausa, a falta de estrogénios leva à desmineralização óssea. Acontece que com a redução do conteúdo de cálcio os ossos tornam-se frágeis e ao mínimo choque podem fracturar.
«As fracturas que se relacionam com a osteoporose são as das vértebras, do punho e do colo do fémur. As fracturas vertebrais podem aparecer sobre a forma de achatamentos vertebrais que levam ao aspecto encurvado e diminuem a altura das mulheres idosas», refere Ana Fatela, acrescentando que «a terapêutica hormonal reduz a perda de massa óssea e o risco de fracturas, mas os benefícios desta terapêutica perdem-se com a sua paragem».
Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama
Há aumento do risco de cancro da mama em mulheres com menopausa tardia.
«Alguns estudos referem um ligeiro aumento do risco de cancro da mama a partir dos 5 anos de terapêutica hormonal na terapêutica combinada (estrogénios e progestativos). Este aumento cessa com a suspensão da terapêutica e volta aos valores basais após 5 anos de paragem», alerta a especialista.
Já na terapêutica com estrogénios isolados, não foi demonstrado nos estudos mais recentes qualquer aumento do risco.
Contudo, segundo Ana Fatela, «há outros factores que podem aumentar o risco de cancro da mama, que têm tanta ou mais importância que a terapêutica hormonal, como o excesso de consumo de gorduras e álcool, a obesidade e a idade tardia da primeira gravi
Sofia Filipe
Medicina & Saúde®
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