Dar vida aos anos
[Continua na página seguinte]
São desaconselhadas as refeições pesadas, devendo ser distribuídas em várias doses diárias. Uma delas deve ser quente, mas as restantes podem ser mais leves. E incluir sempre fruta e vegetais frescos, pois as vitaminas e os sais minerais fazem falta. Além de que convém manter horários para comer, sem que haja grandes intervalos entre as refeições.
Além do apetite, os idosos perdem muitas vezes a sensação de sede. E não bebem líquidos, o que os deixa em risco de desidratação. Dois litros por dia, de preferência água. Além de repor o que se perde com a transpiração, a respiração e a urina, a água ajuda a diluir as substâncias químicas que se concentram no sangue devido à toma de medicamentos. Uma e outra vez, o chá pode substituir a água e se for de fibras tem a vantagem de combater a prisão de ventre.
São muitos os idosos que se alimentam mal, comendo o que calha, quando calha. Sobretudo quando se vêem sozinhos na viuvez. Quem com eles convive deve estar atento a esta desistência, pois uma perda de apetite persistente pode ser sinal de depressão.
Corpo em forma
Para acrescentar vida aos anos o exercício físico é igualmente valioso. É certo que o envelhecimento torna os movimentos e os reflexos mais lentos e o andar menos seguro, afectando a mobilidade e a flexibilidade.
Mas ser idoso não obriga a passar o dia em casa, de olhos postos na televisão ou a cabecear no sofá. Já não se tem o vigor e a energia física de outrora, mas se ainda não se está incapacitado é possível – e desejável – exercitar músculos e articulações.
Com o exercício físico ganha o organismo no seu todo – a força muscular aumenta, a coordenação motora melhora, o coração fortalece-se, a respiração fica mais fácil, os ossos menos vulneráveis e o peso dentro dos limites saudáveis. Além de que se espairece a mente.
Tudo sem ter necessidade de grande esforço. Não é sequer preciso ir ao ginásio: basta caminhar ao ar livre, 30 a 45 minutos por dia de preferência longe do trânsito. Terrenos macios são os mais adequados, a enfrentar com calçado e roupa confortáveis.
E, sempre que possível, com companhia – enquanto se conversa até se prolonga o passeio… Caminhar permite usar as pernas, as coxas, os músculos das costas e os abdominais. Desenvolve a tonicidade e a massa muscular, melhora a circulação e o equilíbrio. Ajuda a aliviar o stress e o estado de tensão. Estimula uma atitude mental mais confiante.
Tão benéfico como caminhar é nadar. Mesmo quem não sabe nadar pode praticar hidroginástica. Na água, o corpo adquire uma leveza ímpar, todos os movimentos são facilitados, agilizam-se articulações e melhora-se o ritmo respiratório.
[Continua na página seguinte]
Ajuda a manter a forma e a relaxar. O importante é a motivação, por isso o exercício escolhido deve revelar-se interessante. E adequado à condição física e ao estado de saúde do idoso, pelo que se recomenda moderação. Além de um estímulo físico, constitui um estímulo mental – ajuda a contrariar os efeitos do tempo no organismo e a combater o isolamento e a solidão. Contribui, pois, para o equilíbrio da pessoa como um todo.

