Crianças & água: Silêncio dos inocentes - Médicos de Portugal

A carregar...

Crianças & água: Silêncio dos inocentes

14 Junho, 2014 0

É o título de um filme, mas descreve perfeitamente o que se passa com as mortes de crianças por afogamento na água. Uma situação para que a Associação para a Promoção da Segurança Infantil volta a alertar este Verão.

“A morte por afogamento é rápida e silenciosa. Não queremos outro Verão como os anteriores” – este é o mote de mais uma campanha de segurança na água da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), que se propõe alertar a sociedade para o problema dos afogamentos e para a necessidade de adoptar medidas que contribuam para a sua redução Todos os anos, segundo os dados divulgados pela associação, pelo menos 48 a 49 crianças e jovens são vítimas de afogamento (quando se considera mortes e internamentos resultantes deste tipo de acidente), em rios, piscinas, tanques e até em casa. Nas praias é, aliás, onde se verificam menos afogamentos de crianças e jovens.

Uma criança, mesmo sabendo nadar, pode afogar-se em instantes e em pouca quantidade de água.

Não é precisa uma piscina, basta um tanque. Até a banheira de casa pode ser palco de um acidente, sobretudo em crianças com menos de cinco anos. É que, nessas idades, a cabeça é ainda desproporcionada em relação ao corpo, favorecendo os desequilíbrios e dificultando o reerguer.

Além disso, ao contrário do que se poderia pensar, o afogamento é silencioso: não envolve gritos nem movimentos agitados – dá-se sem sobressaltos, é como se nada estivesse a acontecer. Como alerta a campanha da APSI.

 

Em nome da segurança

Todos os cuidados são, por isso, poucos. A começar pelas piscinas, existentes nos complexos turísticos e nas casas que se ocupam habitualmente nas férias e que o mais provável é serem de acesso livre e não terem vigilância.

Idealmente, estas piscinas deveriam estar protegidas por uma vedação, de modo a evitar o acesso das crianças mais pequenas, pois muitos dos acidentes acontecem porque a criança espreita e desequilibra- se, acabando por cair na água.

Na água, é indispensável que as crianças que não sabem nadar bem usem braçadeiras ou um colete salva-vidas adequado, dependendo do ambiente aquático: numa piscina as braçadeiras são suficientes, mas numa água mais pesada ou pouco translúcida o colete é mais adequado, bem como em actividades na água como andar de barco.

[Continua na página seguinte]

Já as bóias são menos seguras, pois podem causar alguma atrapalhação nos movimento.

Pela mesma razão, não devem ser deixados na piscina colchões ou outros brinquedos. Além de não serem equipamentos de protecção podem despertar a atenção da criança. Além destas regras, há um cuidado indispensável: a vigilância de um adulto. As crianças não devem estar sozinhas na piscina, poços ou tanques que não estejam devidamente protegidos e nem sequer a brincar perto deles (pelo risco de caírem, se não houver vedação).

Mas não é só nas piscinas que este cuidado se aplica: na banheira deve haver a mesma preocupação.

É que um afogamento pode acontecer com pouca água, sobretudo quando a criança é pequena. Por isso, sair da casa de banho, nem que seja por breves instantes, é desaconselhado. Já na praia, entram em jogo outros elementos: a temperatura, as correntes, as rochas, os declives naturais. Os banhistas – de qualquer idade – podem ser apanhados desprevenidos, pelo que, por maioria de razão, as crianças devem estar sempre acompanhadas.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.