Chichi fora de tempo
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Como tratar?
Cada caso é avaliado individualmente. “Ao fim de seis meses a um ano, 60% das crianças têm sucesso no tratamento através de medicamentos antidiuréticos. Existe também sucesso terapêutico com o recurso ao alarme. A conjugação dos dois confere um controlo de 80 a 85%, quando bem indicado”, assinala Jorge Marcelino.
A conjugação dos dois confere um controlo de 80 a 85%, quando bem indicado”, assinala Jorge Marcelino. Sabe-se que aproximadamente 70% das crianças com enurese nocturna, nunca chega a receber qualquer apoio médico. No entanto, existem medidas simples que ajudam a criança a ultrapassar esta perturbação. Participe activamente nas mesmas e esteja atento aos sinais.
É fácil entender que vale a pena tratar e procurar um centro especializado quando necessário. “Os pais devem ultrapassar esta dificuldade e conseguir encontrar um médico que faça a gestão do problema porque é muito complicado para a família tentar a resolução por si própria”, explica o pediatra.
Conselhos aos pais
Para a enurese nocturna ser ultrapassada, é preciso que a criança esteja motivada a melhorar. Mas não só, pois a colaboração dos pais é de extrema importância. E para ajudar a criança, para além de a levar ao médico, os pais devem:
– Alterar os hábitos prejudiciais, como beber líquidos antes de ir para a cama;
– Lembrar a criança de fazer chichi antes de se deitar;
– Não falar com outras pessoas sobre este assunto quando o filho está presente;
– Não envergonhar ou castigar a criança;
– Incentivar o filho enurético. Este incentivo pode ser feito através de várias brincadeiras. Como por exemplo, um jogo onde a criança, num cartaz com os dias da semana, cola uma cara sorridente quando não faz chichi, ou uma bola amarela quando faz;
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– Certificar-se que a criança toma banho de manhã, para evitar o desagradável odor a urina que o “denunciaria” entre os colegas na escola;
– Ajudar a criança a responsabilizar-se pela sua enurese, nomeadamente deixando-o participar na discussão do problema, assim como na tomada de decisões;
– Deixar e incentivar a criança a ajudar na muda da cama e do pijama, pois tal ajudará a criança a ultrapassar o problema e a participar na resolução do seu problema;
– Remover sentimentos de culpa e mostrar à criança que a enurese é uma situação frequente e que atinge outras crianças;
– Fazer com que a criança faça “exercícios” da bexiga, como seja tentando fazer um intervalo cada vez maior entre a vontade e a ida à casa-de-banho; e ainda ensinar o enurético a controlar o jacto urinário, aprendendo a interrompê-lo;
– Evitar a utilização de fraldas, o que provocaria um retrocesso na criança.
Elisa Rodrigues e Paulo Macedo
“Quisemos ouvir um técnico e saber mais sobre este problema”
“Temos uma menina de quase três anos aqui no Externato das Pedralvas. Decidimos participar na sessão Pensar é Crescer porque a nossa filha está na fase de deixar de usar a fralda e achámos por bem ouvir um técnico para saber mais sobre este problema. Quisemos evitar a influência por certos mitos e prevenir eventuais problemas. Fizemos um esforço a nível de trabalho para frequentarmos esta sessão os dois. Estas iniciativas são muito importantes e esclarecedores para nos alertarem para situações que nem pensamos que podem ser relevantes. A escola tem sido muito importante porque colabora com os pais neste processo que é tão relevante para as crianças. É engraçado avaliar as vantagens da escola e a evolução da nossa filha a este nível”.

