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Atenção aos sentidos!

23 Fevereiro, 2014 0

Esta é também uma frase que se ouve com frequência às pessoas mais idosas. Com a idade, as dificuldades de audição são comuns, acontecendo gradualmente. Nalguns casos dizem respeito apenas à audição propriamente dita, mas noutros estendem-se à compreensão daquilo que é ouvido.

Uma das causas pode ser um dano no nervo que transmite as instruções do ouvido interno ao cérebro.

Quando a audição começa a falhar com regularidade, pode haver tendência para o isolamento, evitando contacto com outras pessoas por receio de não ouvir bem o que dizem.

Mas não há razão para isso. Tal como na visão, também aqui há alguns “truques” que permitem melhorar a qualidade de vida: em casa, aumente a intensidade da campainha da rua e do telefone, diminua o ruído ambiente quando estiver acompanhado/a, de modo a poder escutar melhor o que lhe dizem. E se não conseguir ouvir bem, não há motivos para ter vergonha e pedir que repitam.

Se a dificuldade de audição afectar a qualidade de vida, há sempre a possibilidade de utilizar um aparelho auditivo: actualmente, existem modelos de dimensão tão pequena que só quem os usa sabe da sua existência.

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“A comida não me sabe a nada”

Eis outro desabafo comum. Este prende-se com as alterações do paladar: com a idade é natural que haja alguma diminuição da sensibilidade e que os alimentos vão “perdendo” o seu sabor. Por si só, não constitui um problema, mas pode fazer com que a pessoa sénior se desinteresse pela comida e, em consequência, se alimente menos bem. O estado nutricional pode ser afectado, pelo que convém estar atento.

Além disso, a diminuição do paladar costuma estar associada à do olfacto, o que pode fazer, por exemplo, com que se ingiram alimentos estragados por não se conseguir identificar o cheiro desagradável. Mas pode também impedir a pessoa de identificar o cheio a gás, no caso de uma fuga ou de um bico do fogão mal desligado.

Um risco que se pode evitar se substituir os eletrodomésticos a gás por outros a eletricidade.

 

Insensibilidade à flor da pele

Finalmente, o tacto. Com a idade, também este sentido pode “pregar algumas partidas”. Quem sofre de diabetes, por exemplo, tem a sensibilidade das suas extremidades (mãos e pés) diminuídas e por isso corre um risco acrescido de se ferir sem sentir dor e de essas feridas demorarem mais tempo a cicatrizar. Mas, independentemente da diabetes, pode haver uma menor sensibilidade, pelo que é importante adoptar alguns cuidados.

Um deles é usar sempre luvas ou uma pega quando estiver a cozinhar e precisar de segurar um tacho ou uma panela quente. Outro cuidado é seguir sempre as mãos com os olhos, e assim conseguir identificar eventuais sinais que “escapem” ao tacto.

Também os pés podem apresentar menor sensibilidade, havendo o perigo de derraparem num piso menos aderente. Para prevenir, o ideal é usar sempre calçado com sola de borracha, que não escorrega. E andar calçado, mesmo em casa, para evitar pisar objectos que possam causar feridas. Os olhos também podem ajudar: ao descer escadas, por exemplo, veja onde põe os pés, para não se desequilibrar.

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