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Animais: Uma das melhores companhias das crianças

29 Dezembro, 2011 0

“Mãe, gostava tanto de ter um animal de estimação”. Reconhece esta frase? Certamente que sim pois é típica de vários lares portugueses e da panóplia de pedidos que os filhos fazem aos pais ou a outros familiares chegados em certa etapa da infância. Quais os benefícios ou riscos da relação dos animais e das crianças? Leia tudo neste artigo.

A relação entre o homem e o animal remonta a 0,5 milhões de anos. O típico cão tarefeiro passou a ser um cão companheiro, carinhosamente considerado por praticamente todos nós como o “melhor amigo do homem”. E de facto, quem tem cães ou outros animais, refere a enorme companhia que proporcionam aos humanos. Não tão poucas vezes, são considerados como verdadeiros membros da família e até são lembrados como uma prenda de Natal nesta época do ano, seja em forma da comida ou ração apropriada ou um brinquedo… Nada mais natural!

Costuma também dizer-se que quem não gosta de animais “não tem bom coração” e que estes detectam facilmente “as boas pessoas”. Mitos ou frases feitas à parte, a verdade é que quando se aborda a questão do relacionamento entre as crianças e os animais, há que ter em consideração alguns procedimentos e regras. Acima de tudo, deve reinar o bom senso!

“Os adultos devem ser os supervisores, reguladores e responsáveis desta relação”, explica a Dr.ª Clara Alves Pereira, pediatra do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, EPE.

As crianças são imaturas em várias fases do desenvolvimento e devem compreender que os animais “não são brinquedos”.

Quando colocar um animal junto de uma criança?

A resposta não é fácil. Tudo depende do seu grau de desenvolvimento psicomotor, do ambiente familiar em que se insere e da idade. “As crianças não se inserem num grupo homogéneo. Com menos de um ano, exploram o mundo e não têm noção do que podem encontrar. Se virem um cão, podem facilmente puxar-lhe o rabo como se de um boneco se tratasse”, refere a pediatra.

A noção de brincadeira só começa aos três de idade, aproximadamente, pelo que cerca de um ano antes, a criança ainda não tem noção do que é um animal nem dos perigos e consequências que podem advir do relacionamento com o mesmo. “Até aos três anos, é normal que a criança explore o mundo inconsequentemente e só aos cinco é que começa a interiorizar regras ainda que não as entenda na totalidade”, salienta Clara Alves Pereira.

Alguns pais já tinham animais antes do nascimento dos filhos e ficam muito ansiosos com esta situação. “Tenho um bebé mas já tinha um gato. O que fazer? Devo dar o animal e deixar de o ter?.” Eis uma das perguntas que os pais costumam colocar aos pediatras. A resposta não é unânime e tudo depende de cada caso. É certo que os animais podem ser responsáveis por algumas infecções (como por exemplo, zoonoses), alergias e acidentes domésticos sobretudo com crianças que ainda tenham imaturidade imunológica. No entanto, “apesar dos riscos, os animais não são a fonte major de infecções humanas”, tranquiliza a pediatra.
Cada família deve decidir de forma individual a melhor altura para ter um animal de estimação em casa. É essencial promover o afecto e o compromisso de qualquer família nesta nova responsabilidade para que os benefícios ultrapassem ou sobreponham eventuais riscos.

Existirá um animal ideal? Talvez. Basta que tenha algum cuidado na selecção. O animal deve ser dócil, ter boa saúde e de fácil socialização com as crianças.

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