Animais: Uma das melhores companhias das crianças
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Minimizar e prevenir os riscos
A escolha adequada do animal; a implementação de medidas preventivas; a higiene, os cuidados alimentares e de saúde são fundamentais para que a existência de um animal em qualquer lar seja saudável para os que lá moram. Clara Alves Pereira adianta que “a maioria dos animais de companhia não parece constituir um risco para o aparecimento de doenças”. Não se deve tirar um animal de casa “pelo risco de surgimento de alergias, a menos que os sintomas alérgicos sejam consequência directa do convívio com o animal.” Como facilmente se verifica, os riscos e os benefícios devem ser devidamente ponderados no seio de cada família.
Os pais devem ensinar o animal a reagir adequadamente à criança e constituem parte essencial na supervisão permanente. “Não se pode mesmo facilitar”, aconselha a médica pediatra. Em simultâneo, a criança também deve aprender a brincar com o animal.
Esta relação deve ser, acima de tudo, saudável e nunca substitutiva dos pais. “Tem de existir um bom exemplo parental”, refere Clara Alves Pereira.
Se a escolha recair sobre um gato ou cão, certifique-se que existe um historial de contacto com crianças e a interacção deve ser gradual e adequada.
Os pais devem promover tempo de qualidade para regular o convívio entre os animais e as crianças. Nunca deixe a criança a brincar sozinha com o animal sem supervisionar o momento. Uma decisão consciente, devidamente informada e ajustada promove a cumplicidade, a ternura, a diversão, o afecto e a responsabilidade entre as crianças e os animais.
Benefícios bem identificados
Sabia que a presença de animais é mais frequente em lares portugueses com crianças cujos pais sempre tiveram estes companheiros na sua infância? Os benefícios do relacionamento das pessoas com os animais são psicológicos, fisiológicos e ao nível da socialização.
Nos adultos, os animais proporcionam:
– O aumento da actividade física;
– Favorecem o conforto e o afecto;
– Diminuem o stress, a solidão e a ansiedade;
– Proporcionam o convívio familiar e a partilha de ensinamentos aos filhos;
– Aumentam as oportunidades de solidão.
Nas crianças, denotam-se como principais vantagens:
– Estimulação do desenvolvimento psicomotor;
– Incentivo à actividade física;
– Aumento dos sentimentos de auto-estima e de tolerância;
– Melhoria do humor, da concentração e da brincadeira;
– Melhoria da aprendizagem de regras sociais;
– Manutenção das relações de confiança e de intimidade;
– Fornecimento de efeitos terapêuticos e de estimulação.
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Estudos indicam que os animais:
– Proporcionam um suporte emocional em doentes com Alzheimer;
– Diminuem a tendência para a depressão nos doentes com sida;
– Reduzem a percepção da dor nas crianças;
– Despertam a interacção em crianças com perturbações de comportamento, como por exemplo, o autismo;
– Diminuem a tristeza e a solidão de doentes crónicos.
Estratégias para lidar com cães estranhos
Quando há cães e crianças a partilhar a mesma casa, a criança aprende que tipo de brincadeiras são aceites e como pode lidar com o cão se for este o animal que os pais escolham. No entanto, as crianças devem saber que nem todos os animais são iguais e que há que ter cuidados redobrados com cães desconhecidos.
– A criança só se deve ficar junto de cães que não conhece sob a supervisão de um adulto;

