Alimentação aliada ao envelhecimento saudável - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

Alimentação aliada ao envelhecimento saudável

20 Outubro, 2008 0

Mas, para chegar à idade maior livre de doenças crónicas, é preciso ter uma atenção desvelada com a alimentação. “É um investimento a longo prazo, que se traduz em vantagens visíveis em cada dia. Qualquer pessoa deve fazer um esforço por manter uma alimentação equilibrada e apropriada, dia após dia”, diz Teresa Amaral. “Os cuidados alimentares não devem ser uma prioridade apenas aos 65 anos”, assegura a nutricionista, explicando que “é preciso fazer as apostas certas desde muito cedo”.

Maior autonomia e vitalidade física e psicológica são a chave de um envelhecimento com sucesso. E para se continuar a ser um bom garfo, mesmo na adulta maior, importa, pois, “manter um bom estado de saúde e tratar as alterações da função digestiva”. Porque estas, entre outras, continua a nutricionista, “irão naturalmente comprometer o estado nutricional”.

A especialista desmente o mito de que o apetite diminui com os avanços da idade. “A perda de apetite está dependente de problemas de saúde e não do próprio envelhecimento.” Pelo que associado a uma alimentação deficitária surge, também, o risco de desnutrição. “Estas carências alimentares vão provocar uma mobilização da reservas musculares”, defende. Em idades mais avançadas, a perda de massa muscular “tem uma recuperação mais lenta e pode até ser irreversível”.

E como manter um corpo são e vigoroso mesmo depois do 65 anos? “Através da prática de exercício físico e de uma alimentação saudável. Sofrer perdas de massa muscular pode limitar a mobilidade e aumentar a dependência de terceiros. Por detrás desta situação, há um efeito bola-de-neve: maior dependência traduz-se numa desordem funcional e psicológica do idoso.”

 

Alimentos permitidos

Haverá alimentos proibidos na terceira idade? A nutricionista Teresa Amaral assegura que “qualquer idoso, desde que se encontre em bom estado de saúde, poderá comer dentro dos limites da normalidade a comida que mais o satisfaz”. Mas, sem “esquecer as regras básicas de uma alimentação saudável, como, por exemplo, consumir cinco porções de fruta e de hortícolas por dia”. Há, porém, truques de culinária não devem ser ignorados. Para a especialista, aprender a comer é uma arte que “depende também da quantidade ingerida e da forma como os alimentos são confeccionados”.

Os produtos da natureza ´”são sempre preferíveis a alimentos de conserva”. E, para fazer uma alimentação rica em nutrientes essenciais, não é preciso passar horas na cozinha. A sopa, por exemplo, “é um preparado culinário de fácil confecção e digestão que reúne uma boa quantidade de água e de produtos hortícolas”. Mas atenção: os benefícios da sopa dependem da sua confecção.

“O principal problema que poderá surgir associado ao consumo de sopa é a quantidade de sal exorbitante que é frequentemente acrescentada. É preciso fazer um esforço para reduzir a ingestão de sal, por razões de saúde. Trata-se de um hábito que demora dias ou semanas até as papilas gustativas de habituarem ao paladar mais insosso.” Para diminuir o sódio da comida, a especialista recomenda a utilização de ervas aromáticas.

 

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.