Veias sofrem! - Médicos de Portugal

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As veias sofrem e as femininas ainda mais: da sensação de pernas pesadas às varizes é um passo que se dá rapidamente. Tratar é preciso para evitar que a doença venosa progrida e se agrave.

Tudo começa com uma sensação de peso nas pernas. Uma sensação que se atribui, com frequência, ao cansaço próprio de um dia de trabalho, acreditando-se que, com o repouso nocturno, chegará o alívio que permitirá retomar as actividades no dia seguinte.

Contudo, na maior parte das vezes, a fadiga não é transitória. Ela permanece para além das tréguas proporcionadas pelo sono. É que a sensação de peso nas pernas é o primeiro dos sinais da doença venosa. Quando persiste, não deve ser ignorada, devendo motivar uma consulta médica de modo a prevenir o seu avanço.

O mais certo é juntar-se-lhe a dor e, a seguir, o edema. Com os pés e as pernas a apresentarem-se inchados, sobretudo ao fim do dia. As veias estão em sofrimento, na medida em que perderam ou viram diminuída a sua capacidade de fazer retornar o sangue já usado pelas pernas.

E quando se desvalorizam os primeiros sinais, abre-se caminho ao desenvolvimento da doença. O que acontece é que o sangue fica estagnado e as veias dilatam-se e deformam-se, acabando por ficar visíveis e traçar linhas sinuosas e em relevo nas pernas.

 

Derrames e varizes

São dois os principais tipos de varizes: as aranhas vasculares (chamadas também telangiectasias, embora estas sejam dilatações de vasos sanguíneos que se localizam na parte superior do corpo, principalmente a face, podendo estar associadas a doenças, como por exemplo, do fígado e as veias varicosas. As primeiras são mais conhecidas como derrames, consistindo em pequenos capilares que surgem sob a pele, com o aspecto de finas linhas avermelhadas e sinuosas em tudo semelhantes às ramificações de uma árvore. É sobretudo nas coxas, pernas e tornozelos que se evidenciam. Mais profundas são as veias varicosas, aquelas que normalmente se designam como varizes.

Mais alongadas e mais tortuosas, têm um tom azulado ou arroxeado, evoluindo de tamanho consoante a dimensão da falência venosa. Algumas formam grossos cordões que se estendem da virilha aos pés.

Se ainda assim a saúde das pernas for negligenciada, corre-se o risco de o sangue estagnado originar tromboses venosas, formação de coágulos que causam obstrução da circulação, e que representam um risco de embolia pulmonar. Se o coágulo se soltar percorre a circulação até ao coração e daí para o pulmão.

Esta estagnação do sangue nos membros inferiores interfere com a oxigenação dos tecidos e a troca das substâncias que os alimentam, fazendo com que a pele comece a sofrer alterações, tornando-se, nomeadamente, mais escura e fina.

É neste estádio que surgem o eczema de estase – prurido, alterações da cor da pele, inflamação e inchaço em redor das varizes – e as úlceras – a pele, fragilizada, acaba por estalar sob pressão do sangue, abrindo-se uma ferida difícil de tratar (a cicatrização pode oscilar entre seis meses e dois anos ou mais).

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