Vasectomia: Um corte radical - Médicos de Portugal

A carregar...

Vasectomia: Um corte radical

14 Julho, 2009 0

Bastam dois pequenos cortes para consumar a esterilização masculina. O homem deixa de poder engravidar uma mulher, mas a sua vida sexual não é afectada: continua a ter erecções e a ejacular. O desejo também se mantém.

A vasectomia é considerada a forma de contracepção definitiva mais eficaz. Para muitos casais que não desejam ter mais filhos, mas não podem ou não desejam adoptar um dos outros métodos contraceptivos, esta é uma opção eficaz e segura.

Tem sobre a laqueação de trompas – a esterilização feminina – a vantagem de ser realizada em ambulatório, sem necessidade de internamento, sendo um procedimento mais simples e menos invasivo.

Ambas são irreversíveis, ainda que, recentemente, tenham sido publicados estudos que dão conta da possibilidade de reverter a vasectomia, devolvendo ao homem a capacidade de ser pai.

 

Sem espermatozóides

O que está em causa na vasectomia é impedir a passagem dos espermatozóides, na medida em que são eles as células reprodutoras masculinas, logo, responsáveis pela fecundação.

São produzidos nos testículos e, durante o acto sexual, deslocam-se pelos canais deferentes – dois tubos finos que partem de cada testículo até ao pénis – até serem ejaculados com o sémen.

Para atingir este objectivo, através de uma pequena incisão cirúrgica em cada um dos lados do escroto, é removida uma porção de cada tubo (cerca de 1 cm), após o que as extremidades são fechadas.

O procedimento é simples, com recurso a anestesia local, pelo que o homem regressa a casa no próprio dia. Já o regresso ao trabalho deve ser feito a conselho médico em função do tipo de actividade e do esforço envolvido.

A esterilização é garantida praticamente a 100 por cento. Mas não no imediato: são precisos, em média, três meses para que haja impossibilidade total de uma gravidez. É esse o tempo necessário para “limpar” os canais deferentes de todos os espermatozóides neles existentes, o que corresponde a umas 15 a 20 ejaculações.

É necessária a confirmação de azoospermia num espermograma de controlo – significando isto que o sémen não apresentará então vestígios de espermatozóides: até lá é preciso usar um outro método contraceptivo.

[Continua na página seguinte]

Alguns riscos

Mesmo sendo simples, a vasectomia não está isenta de complicações: pode haver uma reacção inflamatória ligeira.

É preciso estar vigilante e contactar o médico se houver febre, dificuldade em urinar, hemorragia no local da incisão, se for detectado algum nódulo no escroto (a bolsa que envolve os testículos) ou se o inchaço próprio de uma cirurgia não desaparecer ou se agravar.

Um risco, ainda que raro, prende-se com a possibilidade de as extremidades dos canais deferentes se voltarem a unir. Se acontecer, o homem pode engravidar uma mulher.

Fora esta excepção, após uma vasectomia os espermatozóides deixam de poder passar pelos canais deferentes e de ser expelidos com o sémen, pelo que os testículos começam a produzir menos. E mesmo essa quantidade é absorvida pelo organismo.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.