«Sofrer na pele» a fadiga e o cansaço
A fadiga e o cansaço revelam-se na pele do rosto de uma forma muito característica e visível.
Todavia, segundo explica o Dr. Miguel Trincheiras, dermatologista, «cansaço e fadiga são termos populares para designar desidratação, quando nos referimos à pele».
Se a terminologia difere, o mesmo não acontece à forma da desidratação se manifestar. Assim, quer se use uma linguagem mais científica, quer se recorra a termos populares, a pele desidratada revela-se através da falta de brilho e do aparecimento de pequenas rugas, atingindo um determinado grau de laxidão cutânea.
Este fenómeno, nas palavras de Miguel Trincheiras, «deve-se à incapacidade da pele reter água na sua estrutura, sobretudo ao nível da camada dérmica, por duas razões. Primeiro, porque pode haver uma alteração da função barreira da pele com maior perda transcutânea de água ao nível da epiderme. Em segundo lugar, pela diminuição de produção de moléculas capazes de reter a água, pelas células existentes na derme».
São mais susceptíveis de sofrer «na pele» os efeitos da fadiga quem tenha uma pele seca.
A manifestação dos sinais da falta de hidratação e fadiga ocorre também com o passar dos anos. Isto porque com a idade, a pele diminui a capacidade de produzir sebo, logo de possuir uma boa barreira epidérmica, aumentando a perda de água transcutânea.
«Existem outros factores que se repercutem na pele e que afectam o bem-estar cutâneo, como a falta de sono, o consumo de bebidas alcoólicas, a exposição abusiva ao sol, a cafeína, os ambientes com fumo de cigarros, o tabagismo, entre outros», observa o mesmo dermatologista, que salienta o enorme contributo da exposição solar para a desidratação da pele.
Adeus desidratação!
O pior que se pode fazer ao órgão que nos dá cor é deixá-lo entregue a todos os factores capazes de o prejudicar.
«Para combater a desidratação, deve-se fazer um aporte externo de substâncias – gorduras e lípidos – para fazer com que a barreira da pele se reforme, nomeadamente através de cremes emolientes», diz Miguel Trincheiras, salientando:
«Há uma tecnologia específica utilizada no fabrico destes produtos, adequada a cada caso, que permite uma melhor penetração dos princípios activos nas várias camadas da pele. A prevenção manda que o aporte externo seja feito a partir da adolescência.»
«Além do uso de cremes emolientes», continua, «é ainda possível restabelecer a hidratação da pele recorrendo ao implante das moléculas responsáveis pela retenção de água, através de infiltrações de ácido hialurónico, ou por estimulação das células dérmicas (fibroblastos) na produção dessas moléculas, através de vários tipos de peelings ou laser’s».
Combater a «má cara»
Ser detentor de um aspecto menos bom contribui para a diminuição da auto–estima. Afinal, quem gosta de se olhar ao espelho e ver a pele baça, pequenas ridulas, olheiras e uma cor amarelada?
Acontece, contudo, que uma pele saudavelmente hidratada depende de certos comportamentos.
O envelhecimento cutâneo precoce pode, pois, ser evitado mediante os seguintes hábitos:
– Fazer um bom descanso;
– Ter uma alimentação equilibrada e com uma boa variedade;
– Fazer uma boa ingestão de líquidos diariamente; pelo menos de 1 litro de água por dia;
– Evitar ambientes com fumo de cigarros;
– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, bem como o tabaco;
– Evitar a intensa exposição solar;
– Fazer o aporte externo através de cremes emolientes.

